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Operação da Seap bloqueia sinal de celulares em prisões durante a Operação Maré

[Foto: Divulgação / Seap / Gov RJ]

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) executou uma operação especial na segunda-feira (09/10) para bloquear o sinal de celulares em duas prisões importantes do estado – a Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho (Bangu 3) e a Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4). A ação tinha o propósito de impedir que líderes criminosos presos transmitissem ordens a seus comparsas durante a Operação Maré, que estava em andamento.

Cerca de 250 inspetores de polícia penal participaram da operação, que visava desarticular a comunicação entre líderes criminosos e as facções atuantes na região. Por meio de uma parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a Seap identificou e desativou aparelhos celulares utilizados por custodiados nessas unidades prisionais.

Os dispositivos tecnológicos fornecidos pela Senappen foram fundamentais para o sucesso da operação, sendo operados em cooperação por Inspetores de Polícia Penal do Rio de Janeiro e policiais penais federais a partir das muralhas das prisões.

Paralelamente, a Seap realizou vistorias nas Penitenciárias Bangu 3 e Bangu 4, apreendendo aproximadamente um quilo de material aparentemente entorpecente e 58 aparelhos celulares (34 em Bangu 3 e 24 em Bangu 4). Parte desses aparelhos será submetida à perícia do Cellebrite, ferramenta israelense de inteligência adquirida pelo Governo do Estado este ano para a Seap, capaz de quebrar a criptografia dos aparelhos, inclusive recuperando mensagens eventualmente apagadas. As informações obtidas por meio dessa análise serão disponibilizadas para a Polícia Civil.

A Subsecretaria Operacional da Seap também utilizou uma nova ferramenta, o scanner de mão, para identificar esconderijos improvisados por presos dentro das celas, identificando itens ilícitos que poderiam passar despercebidos. A operação demonstra o esforço das autoridades para combater o uso de celulares em unidades prisionais e desarticular as ações de lideranças criminosas durante a Operação Maré.

Com informações do Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do RJ.

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