[Foto: Arquivo / Rogério Santana / Governo do RJ]
Cláudio Castro (PL) renunciou oficialmente ao cargo de governador do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (23/03). A decisão foi oficializada em uma cerimônia de despedida realizada no Palácio Guanabara.
A saída ocorre exatamente um dia antes da retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para esta terça-feira (24). A Corte analisa denúncias de abuso de poder político e econômico envolvendo escândalos no Ceperj e na Uerj durante as eleições de 2022. Atualmente, o placar no TSE está em 2 a 0 pela cassação e inelegibilidade de Castro.
“Cabeça erguida” e foco no Senado
Durante o evento de despedida, Castro adotou um tom de celebração, enumerando feitos em áreas como segurança pública e economia. Ele justificou a saída como um passo estratégico para sua carreira política.
“Comecei como vereador de primeiro mandato, me tornei vice-governador, fiz a maior concessão da história do país e iniciei um processo de recuperação do Rio de Janeiro. Hoje, temos um estado com a segurança pública estruturada e preparada para enfrentar desafios”, afirmou o agora ex-governador.
Sobre a segurança, destacou investimentos em viaturas e valorização policial, citando os equipamentos adquiridos pela Polícial Militar. “Adquirimos 15.400 câmeras corporais, garantindo mais transparência das ações policiais. A população também passou a contar com a presença do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) Móvel em grandes eventos. Implementamos ainda o Sistema 190 Integrado, com 32 mil câmeras para monitoramento. Também compramos mais de 1 mil viaturas para as polícias” , disse.
Sucessão
Com a saída de Castro, o Rio de Janeiro enfrenta uma situação de dupla vacância, uma vez que o cargo de vice-governador já estava vago. Pelas regras sucessórias:
- Interinidade: O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), assume o governo imediatamente.
- Eleição Indireta: O desembargador tem 48 horas para convocar a ALERJ. Os 70 deputados estaduais escolherão o novo governador para um “mandato-tampão” até dezembro de 2026.
Últimos atos
Antes de assinar a renúncia, Castro reorganizou o primeiro escalão. Na última sexta-feira (20), exonerou 11 secretários que disputarão as eleições de outubro e nomeou novos comandantes para as polícias Civil e Militar, pavimentando o terreno para a nova gestão que será escolhida pelo Legislativo em até 30 dias.