Bolsonaro diz que governo federal vai oferecer vacina gratuita e não obrigatória para população

[Foto: Isac Nóbrega/PR]

O Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), afirmou na tarde desta segunda-feira (07/12), que “havendo certificação” da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vacina contra a COVID-19 será oferecida de forma gratuita e não obrigatória para toda a população.

O anuncio foi publicado em uma rede social, após reunião do Presidente com o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Bolsonaro disse, ainda, que “não faltarão recursos para que todos sejam atendidos”.

Em sua publicação, o Presidente não especificou se a declaração envolve todas as vacinas que estão sendo desenvolvidas para combater o vírus.

Em outubro, Bolsonaro chegou a desautorizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmando que o governo federal não iria adquirir a CoronaVac. O imunizante esta sendo desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

Atualmente, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, mantém um acordo para compra de doses da vacina contra a COVID-19, produzida pela farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que inclui, ainda, um pacto de transferência de tecnologia e produção local da vacina pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Plano Nacional de Imunização

O Ministério da Saúde divulgou um plano preliminar de vacinação para o Brasil. De acordo com o Ministério, o plano será dividido em quatro fases. Na primeira fase serão vacinados idosos com 75 anos ou mais, pessoas com 60 anos ou mais que residam em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas), profissionais de saúde e indígenas. A segunda fase de vacinação atenderá pessoas com idades de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a imunização de pessoas que possuam comorbidades e apresentem maior chance para o agravamento da doença e a quarta e última fase deverá imunizar professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional do Brasil.

As quatro fases do plano preliminar somam 109,5 milhões de doses da vacina. Os esquemas vacinais já garantidos pelo Ministério da Saúde – Fiocruz/AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility, preveem a vacinação em duas doses.

Vacinação em São Paulo

No inicio desta segunda-feira, o Governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou um Plano Estadual de Vacinação, prevendo o inicio da vacinação com a CoronaVac no estado, para o dia 25 de janeiro. A vacina esta em sua 3ª fase de testes, onde sua eficácia precisa ser comprovada antes da liberação pela Anvisa. O Governo do estado de São Paulo informou que o resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante deve ser divulgado na próxima semana.

Leia também: Governo do estado de SP apresenta cronograma de vacinação contra COVID-19

De acordo com o Governo do estado de São Paulo, a previsão é de que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas com a CoronaVac com a aplicação da primeira dose na primeira etapa de vacinação, que deverá atender o público alvo prioritário de trabalhadores que atuem na linha de frente de combate ao vírus, indígenas, quilombolas e pessoas com idade acima de 60 anos.

Técnicos da Anvisa estiveram na China, com o objetivo de verificar as Boas Práticas de Fabricação (BPF) da vacina CoronaVac. A certificação em BPF é uma avaliação realizada por inspetores qualificados da Agência que visam garantia que uma fabrica em qualquer parte do mundo esteja de acordo com os requisitos determinados pela legislação brasileira. De acordo com a Anvisa, “a previsão é de que a decisão final quanto à Certificação em Boas Práticas de Fabricação seja realizada entre a última semana de dezembro e a primeira semana de janeiro”.  

Presidente da Câmara dos Deputados

O Deputado Federal e Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (Democratas), afirmou na tarde desta segunda-feira (07/12) que o Poder Legislativo irá definir uma estratégia de vacinação.

“As pessoas vão começar a entrar em pânico se o Brasil ficar para trás nessa questão de ter um plano, uma estratégia clara e objetiva. É bom que isso seja feito com o governo. Eu disse já ao presidente Bolsonaro. Mas nós vamos avançar de qualquer jeito, até porque o Supremo também vai avançar. E acho que o melhor caminho é que se faça de maneira integrada entre Executivo, Legislativo e, depois, a decisão final do Supremo”, afirmou o deputado.

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