[Foto: Ilustrativa/ Google AI]
- Evacuação de risco zero: Sob forte esquema militar com mais de 360 agentes, passageiros do MV Hondius, atingido pela letal cepa andina do hantavírus, são retirados em Tenerife através de um corredor sanitário isolado da população.
- OMS afasta pânico global: Após o surto deixar três mortos a bordo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, supervisionou a operação pessoalmente e garantiu aos moradores: “isto não é outra covid”.
- Racha político interno: Enquanto o Governo Central da Espanha exalta o sucesso internacional do resgate, o presidente das Ilhas Canárias se revoltou com a imposição da atracação, afirmando que a região “não será cúmplice disso”.
Em uma operação logística, militar e sanitária sem precedentes, o cruzeiro MV Hondius, da operadora holandesa Oceanwide Expeditions, atracou no porto industrial de Granadilla de Abona, em Tenerife (Espanha), na manhã deste domingo (10). A embarcação tornou-se o epicentro de uma emergência internacional após um surto da grave cepa andina do hantavírus tirar a vida de três pessoas durante a viagem.
O navio partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, levando a bordo quase 150 pessoas de 23 nacionalidades. Sobre a origem da contaminação, as autoridades argentinas já se pronunciaram: “A possibilidade de contágio em Ushuaia é praticamente nula”, garantiu Juan Petrina, diretor de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província da Terra do Fogo. Com isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os países envolvidos seguem rastreando onde o vírus foi introduzido no cruzeiro.
O passo a passo de uma operação “inédita” e blindada
Para evitar uma crise de saúde pública semelhante ao trauma vivido na pandemia de 2020, o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, assegurou que o mecanismo elaborado “impede qualquer contato com a população civil” e que “não haverá nenhum contato com pessoal civil”.
O cronograma milimétrico começou logo cedo. A embarcação chegou às águas espanholas e lançou âncora diante da costa às 6h24 (horário local), sob escolta de um navio da Guarda Civil espanhola. Às 7h30, membros da Sanidade Exterior, acompanhados por especialistas do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), da OMS e especialistas holandeses, embarcaram no Hondius para examinar todos os passageiros e a tripulação. Atualmente, não há nenhum caso sintomático a bordo.
O Exército e as forças de segurança transferem os passageiros para terra firme utilizando lanchas e botes tipo Zodiac do próprio navio. No porto, são recebidos por equipes equipadas com trajes de proteção. Mais de 360 efetivos da Guardia Civil, incluindo o uso de drones, embarcações do serviço marítimo e especialistas em ameaças nucleares, radiológicas, biológicas e químicas (NRBQ), participam da escolta.
La Guardia Civil ha participado en el traslado de los ocupantes del MV HONDIUS desde el puerto de Granadilla de Abona hasta el aeropuerto de Tenerife Sur. En el dispositivo han trabajado más de 300 efectivos, incluyendo medios aéreos, varias embarcaciones del servicio marítimo,… pic.twitter.com/JNIUvWssel
— Guardia Civil (@guardiacivil) May 10, 2026
A Unidade Militar de Emergências (UME) disponibilizou mais de 30 militares, 11 veículos e quatro ônibus totalmente isolados para transportar os passageiros por um trajeto de cerca de dez minutos até o aeroporto de Tenerife Sul, de onde embarcam diretamente para os voos de repatriação.
🫡Seguridad y profesionalidad.
— Ministerio Defensa (@Defensagob) May 10, 2026
Más de 30 militares de la @UMEgob, que ha puesto a disposición, también, 11 vehículos y cuatro autobuses, han posibilitado hoy el traslado de los pasajeros del crucero a los aviones hacia sus países de origen.
💛 Gracias por estar ahí, siempre. pic.twitter.com/fzdO6GTnX8
Repatriação e protocolos rígidos de quarentena
A evacuação foi organizada em fases, priorizando os cidadãos espanhóis, que desembarcaram por volta das 9h30. Uma aeronave da Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire) os transportou de Tenerife para a Base Aérea de Torrejón, em Madrid. Em seguida, os 14 espanhóis foram internados no Hospital Central da Defesa Gómez Ulla.
A Comissão de Saúde Pública espanhola aprovou um protocolo para esses passageiros, que são considerados “contatos”. O protocolo inclui:
- Testes PCR no primeiro e no sétimo dia de isolamento.
- Monitoramento ativo com checagem de temperatura duas vezes ao dia.
- Acompanhamento psíquico e emocional, coordenado pela Comissária de Saúde Mental.
- Caso apresentem sintomas, deixam de ser “contatos” e viram “casos suspeitos”, sendo imediatamente transferidos para uma unidade de isolamento de alto nível (rede Huatán).
A operação de voos internacionais segue com aeronaves fretadas para repatriação. O segundo grupo foi coordenado pelos Países Baixos, retirando cidadãos holandeses, alemães, belgas, gregos e parte da tripulação. Voos para Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos dão sequência ao plano. Passageiros de países fora da União Europeia sem meios aéreos próprios contam com um plano coordenado pela Espanha, Holanda e os armadores. No Reino Unido, o sistema público de saúde (NHS) anunciou que cerca de vinte britânicos cumprirão quarentena imediata em um hospital perto de Liverpool.
“As autoridades nacionais competentes determinam esses procedimentos. Não haverá quarentena para cidadãos não espanhóis na Espanha”, destacou a Oceanwide Expeditions, em nota oficial, reforçando que o resgate é coordenado exclusivamente por governos e pela OMS.
Tedros Adhanom em Tenerife: “Isto não é outra covid”
A chegada do navio gerou pânico natural entre os moradores das Ilhas Canárias, especialmente no entorno de Granadilla de Abona. Para acalmar os ânimos, o próprio diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, desembarcou em Tenerife no sábado (09). Ele redigiu uma carta aberta altamente emotiva e direta à população.
“Sei que, ao ouvir a palavra ‘surto’ e ver um navio navegando em direção à sua costa, memórias que nenhum de nós conseguiu superar completamente vêm à tona. A dor de 2020 ainda é real, e não a ignoro nem por um instante”, pontuou Tedros, para em seguida ser taxativo: “Mas preciso que me ouçam com clareza: isto não é outra COVID. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus permanece baixo. Meus colegas e eu já afirmamos isso categoricamente, e repito agora.”
Tedros confirmou a gravidade da cepa andina, mas isolou o risco: “Três pessoas perderam a vida e nossos sentimentos estão com suas famílias. O risco para você, que vive sua vida normalmente em Tenerife, é baixo. Esta é a avaliação da OMS, e não a fazemos levianamente.” O diretor-geral destacou que a atracação cumpriu estritamente o Regulamento Sanitário Internacional e agradeceu a Espanha pelo “ato de solidariedade e dever moral”.
Tensão política: Governo central x Canárias
Apesar do sucesso logístico celebrado pelo Ministério da Saúde espanhol, os bastidores revelam uma profunda crise política. A ministra da Saúde, Mónica García, exaltou a liderança de seu país: “O mundo inteiro está nos observando e a Espanha demonstrou sua capacidade de liderar uma emergência sanitária internacional”, afirmou.
Porém, o Governo das Ilhas Canárias rechaçou completamente a operação. O presidente local afirmou que solicitou relatórios incessantes que nunca chegaram e que foi contra a decisão desde o início. Ele comparou o caso com Cabo Verde, que aceitou desembarcar três pessoas infectadas, e criticou a Espanha por obrigá-los a receber mais de uma centena de pessoas na ilha.
“Esse navio não vai fundear neste porto com o aval, nem com a autorização, do Governo das Canárias. Se quiserem fazê-lo e quiserem impô-lo, como têm vindo a impor absolutamente tudo, pois bem, eles saberão o que fazem”, declarou o presidente. “Nós temos claro que não seremos cúmplices disso.”
Após o término da megaoperação humana, o MV Hondius fará o abastecimento em Santa Cruz, Tenerife, e iniciará uma viagem de aproximadamente cinco dias rumo ao porto de Rotterdam, na Holanda. Lá, o governo holandês e a Oceanwide Expeditions serão os responsáveis pelo completo e minucioso processo de desinfecção do navio.
Como tudo começou
O que deveria ser a viagem dos sonhos pela “Atlantic Odyssey” transformou-se em semanas de apreensão e luto no Oceano Atlântico. Na madrugada deste domingo, 10 de maio, o navio de cruzeiro MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, atracou no porto de Granadilla, na ilha de Tenerife (Espanha), encerrando de forma dramática uma jornada marcada por um surto letal de hantavírus.
A operação humanitária e militar de desembarque e repatriação está sendo coordenada em nível global, contando com a presença in loco do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Sob um corredor completamente isolado, longe de áreas residenciais e em veículos lacrados, os passageiros estão sendo repatriados imediatamente aos seus países de origem.
O surto e as vítimas
A expedição teve início no dia 1º de abril em Ushuaia, na Argentina, onde as autoridades de saúde locais afirmaram que “a possibilidade de contágio em Ushuaia é praticamente nula”. O primeiro alerta de gravidade surgiu dias depois, quando um passageiro desenvolveu sintomas em 6 de abril, vindo a falecer a bordo no dia 11.
O corpo do passageiro, de nacionalidade holandesa, foi desembarcado na ilha de Santa Helena em 24 de abril, acompanhado por sua esposa. A tragédia, contudo, se aprofundou: a esposa também sucumbiu à doença, falecendo no dia 27 de abril ao retornar à Holanda. No mesmo dia, um passageiro britânico em estado grave foi evacuado para uma UTI na África do Sul. Uma terceira morte (um passageiro alemão) foi registrada a bordo no dia 2 de maio.
Até o momento, a OMS contabiliza oito casos suspeitos ligados ao navio, sendo seis deles confirmados em laboratório. A investigação revelou tratar-se do hantavírus do tipo Andes, gerando um alerta sanitário imediato.
Raio-X do Cruzeiro: Quem está a bordo do MV Hondius
No momento da chegada a Tenerife, o navio contava com 147 pessoas a bordo, divididas entre 87 hóspedes (incluindo quatro profissionais de saúde embarcados recentemente para apoio) e 60 tripulantes de 23 nacionalidades.
Clima a Bordo e a Quarentena Americana
Apesar do trauma e do luto de semanas no mar, as últimas atualizações da Oceanwide Expeditions e da OMS trouxeram alívio: não há indivíduos sintomáticos a bordo atualmente. O ambiente manteve-se tranquilo, com a imposição estrita de protocolos.
Jake Rosmarin, um blogueiro dos Estados Unidos que está entre os passageiros, utilizou suas redes sociais neste sábado (09) para tranquilizar familiares. Ele confirmou que “todos os passageiros permanecem sem sintomas e ainda estão bem dispostos” às vésperas da chegada a Tenerife.
Rosmarin explicou a logística interna, afirmando que haveria uma “triagem a bordo do navio” antes das repatriações. O norte-americano também revelou o rígido destino imposto aos cidadãos do seu país, que não irão diretamente para o conforto de seus lares: serão enviados “para o Nebraska para quarentena e testes”. Ele demonstrou compreensão com a medida, ressaltando que a ação é essencial “para garantir a segurança de nós mesmos e do público em geral”. Em tom de gratidão, Rosmarin finalizou: “Obrigado mais uma vez a todos os que têm sido apoiados através disto”.
OMS afasta pânico e explica a Cepa Andes
Com a chegada do navio e a movimentação de tropas com trajes de proteção máxima, a população local de Tenerife temeu uma reedição de 2020. O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom, foi categórico ao afastar o fantasma da Covid-19: “Embora este seja um incidente grave, a OMS avalia o risco para a saúde pública como baixo”, declarou.
Em Genebra, o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, reforçou a natureza limitada do contágio. Ele afirmou que o vírus “não se propaga nem perto da forma como a Covid19 se propagava”. Ilustrando a dificuldade de transmissão, revelou que uma comissária de bordo testou negativo após contato com uma das vítimas. Lindmeier ressaltou que este é um “vírus perigoso, mas apenas para a pessoa realmente infectada”.
Linha do Tempo: A Crise no MV Hondius
Do início da expedição à megaoperação de resgate na Espanha.
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1º de Abril
A Partida
O cruzeiro MV Hondius inicia a viagem “Atlantic Odyssey” partindo de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, com 117 hóspedes e 61 tripulantes.
Nota das autoridades argentinas: “A possibilidade de contágio em Ushuaia é praticamente nula”.
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6 de Abril
O Primeiro Alerta
Durante a navegação em direção à Geórgia do Sul, um passageiro de nacionalidade holandesa começa a desenvolver sintomas graves a bordo.
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11 de Abril
A Primeira Vítima
O passageiro holandês sintomático não resiste e falece a bordo do cruzeiro.
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24 de Abril
Desembarque do Corpo
O navio atraca em Santa Helena. O corpo do passageiro holandês é desembarcado, acompanhado por sua esposa, para que possam retornar à Holanda.
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27 de Abril
Tragédia Dupla e Evacuação Médica
A esposa do primeiro passageiro falecido também sucumbe à doença logo após retornar à Holanda.
No mesmo dia, um cidadão britânico em estado grave é evacuado emergencialmente através da Ilha de Ascensão para uma UTI na África do Sul, onde exames confirmam a infecção por hantavírus.
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2 de Maio
A Terceira Vítima
Um passageiro de nacionalidade alemã morre a bordo da embarcação, elevando o nível de alerta internacional do cruzeiro.
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4 de Maio
Alerta Global
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, confirma oficialmente que está monitorando os casos suspeitos e registra os óbitos ligados ao evento.
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5 de Maio
Alívio e Preparo de Resgate
Pela manhã, passageiros relatam nas redes sociais que estão assintomáticos e bem dispostos. À noite, a operadora confirma que aeronaves aeromédicas estão a caminho de Cabo Verde para resgatar pacientes.
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6 de Maio
Intervenção em Cabo Verde
Três pessoas (dois hóspedes e um tripulante) são evacuadas por aeronave médica para os Países Baixos. Quatro profissionais de saúde embarcam no navio para monitorar os 147 ocupantes restantes.
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7 e 8 de Maio
OMS Afasta Pânico Global
O Diretor-Geral da OMS classifica o hantavírus como da letal “cepa Andes”, mas avalia o risco global como baixo. O porta-voz da entidade reafirma: “O vírus não se propaga nem perto da forma como a Covid19 se propagava”.
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9 de Maio
Autorização e Crise Política
- Espanha: O primeiro-ministro Pedro Sánchez autoriza a atracação em Tenerife, chamando a ação de “um dever moral e legal”.
- Canárias: O governo local se revolta com a imposição e declara: “Não seremos cúmplices disso”.
- OMS: Tedros Adhanom viaja a Tenerife e lança carta aos moradores: “Isto não é outra COVID”.
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10 de Maio
A Megaoperação de Desembarque
- 06h24: O MV Hondius chega às águas territoriais espanholas e lança âncora no porto industrial de Granadilla, escoltado pela Guardia Civil.
- 07h30: Equipes da Sanidade Exterior, ECDC e OMS embarcam para avaliação médica (nenhum sintomático encontrado).
- 09h30: Início da repatriação. Passageiros descem em barcos menores e entram em ônibus lacrados para evitar contato civil.
- Tarde/Noite: Corredor militar leva passageiros ao Aeroporto de Tenerife Sul para voos fretados (EUA, Holanda, Reino Unido, etc.).
- Espanhóis: Os 14 espanhóis desembarcam na Base Aérea de Torrejón e são internados no Hospital Gómez Ulla (Madrid) para quarentena.
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Próximos Passos
Desinfecção na Holanda
Após reabastecimento em Tenerife, o cruzeiro navegará por cerca de 5 dias rumo ao porto de Rotterdam (Países Baixos), onde passará por um processo de desinfecção total e rigoroso.
Entenda o hantavírus
Para compreender a gravidade do alerta médico acionado a bordo do navio m/v Hondius, é fundamental entender o comportamento do vírus detectado em um dos passageiros evacuados. Os hantavírus são um grupo de vírus zoonóticos transmitidos por roedores que podem causar doenças severas em humanos. De acordo com a OMS, “a infecção em pessoas pode resultar em doenças graves e, frequentemente, em morte, embora as manifestações clínicas variem de acordo com o tipo de vírus e a localização geográfica”.
A forma como o vírus ataca o corpo humano depende muito da região onde a infecção ocorre. Nas Américas, os hantavírus causam a síndrome cardiopulmonar por hantavírus (SCPH), uma condição respiratória de rápida progressão que afeta pulmões e coração, com uma taxa de letalidade altíssima que pode chegar a até 50%. Já na Europa e na Ásia, as infecções costumam resultar em febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR), afetando principalmente os rins e vasos sanguíneos, com letalidade variando de 1% a 15%.
A transmissão principal ocorre quando humanos entram em contato com ambientes contaminados. A OMS explica que as pessoas se infectam através do contato com “urina, fezes ou saliva contaminadas de roedores infectados”. Um detalhe crucial para a investigação do surto no navio é a forma de contágio humano: a infecção entre pessoas é extremamente rara em nível global. Segundo a entidade, “a transmissão de pessoa para pessoa foi documentada apenas para o vírus Andes nas Américas e permanece incomum”, exigindo contato próximo e prolongado entre os indivíduos.
Os sintomas iniciais costumam surgir de uma a seis semanas após a exposição ao vírus, manifestando-se inicialmente como febre, dores de cabeça e musculares, além de náuseas ou dores abdominais. No caso da variante que afeta os pulmões (SCPH), o quadro clínico “pode progredir rapidamente para tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque”.
O grande desafio no combate à doença é a ausência de uma cura definitiva. A OMS é categórica ao afirmar que “não existe tratamento antiviral específico ou vacina licenciada para a infecção por hantavírus”. A sobrevida do paciente depende fundamentalmente de um “atendimento médico de suporte precoce”, focado no controle de complicações respiratórias e renais em unidades de terapia intensiva. A prevenção mais eficaz continua sendo evitar o contato com roedores, manter os ambientes limpos e umedecer locais possivelmente contaminados antes de realizar qualquer limpeza, evitando varrer a seco para não inalar as partículas virais.