Chiquinho da Educação | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Arquivo / Richard Souza / GE]
O ex-prefeito e liderança política de Araruama, Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, publicou em suas redes sociais um mandado de intimação emitido pela Polícia Federal e afirmou que irá colaborar com investigações conduzidas pela corporação. Segundo o documento divulgado pelo político, ele foi convocado para prestar depoimento no próximo dia 20 de maio, às 14h, na Delegacia da Polícia Federal em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.
O documento apresentado por Chiquinho da Educação integra um procedimento relacionado ao Inquérito Policial (IPL) nº 2025.0136381. O mandado apresentado na imagem divulgada está assinado por delegado da Polícia Federal, vinculado à Delegacia da Polícia Federal de Niterói (DPF/NRI/RJ).
De acordo com o texto do mandado divulgado pelo ex-prefeito, o objetivo da convocação é colher um “Termo de Declarações” dentro da investigação em andamento. O documento oficial não informa a tipificação dos fatos investigados nem apresenta detalhes sobre o conteúdo do inquérito, situação comum em procedimentos preliminares que tramitam sob sigilo.
A publicação foi acompanhada de um vídeo em que Chiquinho da Educação comenta o caso e afirma que a convocação seria resultado de denúncias e representações apresentadas por ele próprio contra terceiros. Segundo o político, o inquérito em questão teria sido instaurado para apurar supostas irregularidades e condutas ilícitas que, de acordo com sua declaração, foram comunicadas por ele às autoridades competentes.
No pronunciamento divulgado nas redes sociais, o ex-prefeito afirmou que comparecerá à delegacia na condição de denunciante e colaborador da investigação, e não como investigado. Ao tornar público o mandado de intimação, o político declarou que buscava evitar interpretações equivocadas sobre o motivo da convocação.
O mandado divulgado também apresenta orientações padrão utilizadas pela Polícia Federal em procedimentos dessa natureza.
Por se tratar de um inquérito em andamento, os detalhes relacionados às supostas denúncias mencionadas pelo ex-prefeito não foram divulgados oficialmente. Também não há informações públicas sobre possíveis investigados ou sobre os fatos específicos que estariam sendo apurados no procedimento.
Segundo as informações apresentadas, não foi possível confirmar, até o momento, quais atos teriam sido denunciados nem quem seriam os eventuais alvos da investigação. Dessa forma, os detalhes sobre o conteúdo do inquérito permanecem restritos às autoridades responsáveis pelo caso.
A divulgação da intimação ocorreu por meio de uma postagem identificada como “Nota à Imprensa”, publicada pelo próprio Chiquinho da Educação em seus canais oficiais. No material divulgado, aparece a convocação expedida pela Polícia Federal com data, horário e local do comparecimento.
Até o momento, não houve manifestação pública da Polícia Federal sobre o conteúdo do inquérito citado pelo ex-prefeito. Também não foram divulgadas informações adicionais pelas autoridades federais sobre a investigação mencionada no documento publicado nas redes sociais do político.
Advogado nega operação da Polícia Federal na residência de Chiquinho da Educação
O advogado Ronan Senna Gomes divulgou uma nota à imprensa nesta segunda-feira (19) para afirmar que não houve operação da Polícia Federal na residência do ex-prefeito de Araruama Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, conhecido como Chiquinho da Educação, e de Lívia Soares Bello da Silva. Segundo o comunicado, o que ocorreu foi apenas o cumprimento de um mandado de intimação relacionado a um procedimento da esfera eleitoral.
De acordo com a nota divulgada pelo representante legal, a medida adotada pela Polícia Federal não teve relação com busca e apreensão ou qualquer tipo de operação policial. O advogado afirmou que informações falsas passaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens, gerando interpretações equivocadas sobre o caso.
No comunicado, Ronan Senna Gomes declarou que a divulgação da nota tem como objetivo “restabelecer a verdade” diante da disseminação de conteúdos considerados inverídicos. O texto também faz um alerta à população para que não compartilhe notícias falsas relacionadas ao assunto.