[Foto: Ilustrativa / LensGO]
- Sanção oficial: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.406/2026, que institui o 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, em homenagem às mais de 700 mil vidas perdidas.
- Projeções e memória: O Ministério da Saúde promoverá projeções de nomes e mensagens em pontos icônicos de seis capitais, além de abrigar a instalação “Cada Nome, Uma Vida” no Palácio do Planalto até 19 de maio.
- Combate à desinformação: Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa busca a reparação simbólica, o fortalecimento do SUS e a valorização da ciência, destacando a recuperação da cobertura vacinal infantil após anos de quedas.
O Brasil tem agora uma data oficial para lembrar, refletir e homenagear as vidas perdidas durante a maior crise sanitária da história recente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (11), a Lei nº 15.406 (derivada do Projeto de Lei nº 2.120/2022), que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
A data escolhida, 12 de março, não é por acaso: ela marca o registro do primeiro óbito provocado pelo vírus SARS-CoV-2 no país. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente relembrou o impacto avassalador da pandemia e o combate à desinformação que marcou aquele período.
“Só tem sentido a gente criar alguma coisa para lembrar o passado, se a gente conseguir cravar o nome dos responsáveis”, ressaltou Lula, destacando que as fake news sobre vacinas geraram ainda mais óbitos. “Um dia nós mudaremos esse mundo e a ignorância não vai prevalecer em lugar nenhum. E a justiça será feita”.
A importância de não esquecer
A criação da data é um gesto de reparação simbólica, mas também uma estratégia para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e a defesa da ciência. O ministro Alexandre Padilha resumiu o papel desta nova data no calendário nacional:
“Na saúde, a gente fala que a memória tem dois papéis fundamentais. Primeiro, acolher o sofrimento, apoiar o sofrimento. Mas, sobretudo, o papel da memória é para que a sociedade como um todo nunca mais permita que se repita o que aconteceu durante a condução da pandemia da Covid-19 no nosso país”.
Como parte desse movimento de preservação histórica, o Salão Nobre do Palácio do Planalto abriga até o dia 19 de maio a instalação “Cada Nome, Uma Vida”. A mostra itinerante, que transforma os dados oficiais em presença física com nomes, idades e regiões das vítimas, visa humanizar as mais de 700 mil perdas.
Projeções em seis capitais
Para marcar a sanção da lei, homenagens simultâneas estão sendo realizadas em pontos estratégicos e icônicos de seis capitais brasileiras, com projeções dos nomes das vítimas e mensagens de agradecimento aos profissionais da saúde da linha de frente. Os locais escolhidos foram:
Esta ação segue os passos do Memorial da Pandemia, inaugurado no último dia 7 de abril no Rio de Janeiro, que conta com instalações digitais, um monumento e até uma escultura do Zé Gotinha, focada na promoção vacinal infantil. Na ocasião, o Governo também prestou homenagens ao Consórcio de Veículos de Imprensa, fundamental para a transparência de dados no auge da crise.
O retorno da confiança na vacinação
O resgate da memória coincide com o esforço da atual gestão do Ministério da Saúde para reverter a queda nas coberturas vacinais. Em 2025, o Brasil interrompeu uma sequência de quedas (que vinha até 2022) e registrou aumento no número de crianças vacinadas, alcançando o melhor índice dos últimos nove anos.
Atualmente, a vacina contra a Covid-19 está no calendário nacional de rotina para crianças (6 meses a menores de 5 anos), gestantes e idosos.
*Com informações de Ministério da Saúde