[Foto: Imagem Ilustrativa / Google Gemini]
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (11/03), o Projeto de Lei nº 3.946/2021, que regulamenta o exercício da profissão de doula no Brasil. A proposta, que já havia sido aprovada no Senado e passou por comissões na Câmara, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto reconhece a atuação dessas profissionais e estabelece diretrizes para o trabalho de apoio físico, emocional e informacional oferecido às gestantes durante a gravidez, o parto e o período pós-parto.
Pela proposta, fica garantido à gestante o direito de contar com a presença de uma doula de sua livre escolha durante o trabalho de parto, o parto e o pós-parto imediato, tanto na rede pública quanto na rede privada de saúde. A presença da profissional não substitui a atuação das equipes médicas ou de enfermagem e também não exclui o direito ao acompanhante já previsto em lei.
O projeto também determina que hospitais e estabelecimentos de saúde não poderão cobrar taxas adicionais pela presença da doula durante o trabalho de parto. A garantia vale para todos os tipos de parto e inclui situações de intercorrências e casos de abortamento. A medida, no entanto, não cria vínculo empregatício nem estabelece obrigação de remuneração por parte das instituições de saúde.
Atuação prevista durante gestação, parto e pós-parto
A proposta detalha as atividades que poderão ser desempenhadas pelas doulas em diferentes etapas da gestação e do nascimento.
Durante a gravidez, essas profissionais poderão facilitar o acesso da gestante a informações atualizadas e baseadas em evidências científicas sobre gestação, parto e pós-parto, além de incentivar o acompanhamento pré-natal nas unidades de saúde.
No momento do parto, a doula poderá orientar a gestante na escolha de posições mais confortáveis, auxiliar na utilização de técnicas de respiração e vocalização e aplicar métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens, banhos mornos e compressas.
No período pós-parto, a atuação inclui apoio nos cuidados com o recém-nascido e orientação sobre o processo de amamentação.
Requisitos para exercício da profissão
O texto aprovado estabelece que, para atuar como doula, será necessário ter diploma de ensino médio e curso de qualificação profissional específico em doulagem, com carga horária mínima de 120 horas.
Certificados obtidos no exterior deverão ser revalidados no Brasil. O projeto também garante a continuidade da atuação de pessoas que já exercem a atividade há mais de três anos na data de publicação da futura lei, desde que comprovem experiência na área.
Além disso, a proposta prevê a possibilidade de que doulas integrem equipes de saúde da atenção básica, contribuindo para ampliar o cuidado e o acolhimento durante a gestação, o parto e o nascimento.
Federação comemora aprovação do projeto
A Federação Nacional de Doulas do Brasil (Fenadoulas) também celebrou a aprovação do projeto pela Câmara dos Deputados.
“Vitória!”, declarou a entidade ao anunciar a aprovação do PL 3946/2021, destacando que o projeto foi aprovado após anos de mobilização e debate.
A federação afirmou ainda que a conquista é resultado da participação de doulas em mobilizações presenciais e online e agradeceu aos parlamentares que apoiaram a proposta. Segundo a entidade, as profissionais atuam “com muita dedicação para melhorar a assistência ao nascimento no Brasil”.
“A vitória é nossa. Mas é conquista é também pela vida das mulheres e pessoas que gestam, por uma experiência respeitosa e digna de gestação, parto, nascimento e pós parto, pelos bebês e pelas famílias!”, declarou a Fenadoulas.
Câmara aprova regulamentação da profissão de doula
Projeto de Lei nº 3.946/2021 reconhece a atuação dessas profissionais e estabelece regras para o exercício da atividade no Brasil.
O que foi aprovado
- A Câmara dos Deputados aprovou, em 11 de março, o Projeto de Lei nº 3.946/2021.
- A proposta regulamenta o exercício da profissão de doula no Brasil.
- O texto é de autoria do Senado.
- O projeto reconhece e estabelece diretrizes para a atuação dessas profissionais.
- Agora, a proposta segue para sanção presidencial.
O que faz uma doula
De acordo com o projeto aprovado, as doulas oferecem apoio às gestantes durante diferentes fases da maternidade.
- Apoio físico.
- Apoio emocional.
- Informações sobre gestação, parto e pós-parto.
Esse acompanhamento pode ocorrer durante:
- Gravidez
- Trabalho de parto
- Parto
- Pós-parto
Direito à presença da doula
- A gestante poderá escolher livremente uma doula.
- A presença é permitida durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
- A regra vale para serviços de saúde públicos e privados.
- Hospitais não poderão cobrar taxas extras pela presença da profissional.
- A presença da doula não substitui médicos ou enfermeiros.
- O direito ao acompanhante previsto em lei continua garantido.
- A presença também é permitida em casos de intercorrências e abortamento.
Atuação durante cada etapa
Durante a gravidez
- Facilitar o acesso da gestante a informações atualizadas e baseadas em evidências científicas.
- Orientar sobre gestação, parto e pós-parto.
- Incentivar a realização do pré-natal nas unidades de saúde.
Durante o parto
- Ajudar a gestante a escolher posições mais confortáveis.
- Apoiar técnicas de respiração e vocalização.
- Utilizar métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens, banhos mornos e compressas.
No pós-parto
- Apoio nos cuidados com o recém-nascido.
- Orientação sobre o processo de amamentação.
Formação exigida
- Diploma de ensino médio.
- Curso de qualificação profissional específico em doulagem.
- Carga horária mínima de 120 horas.
- Certificados obtidos no exterior devem ser revalidados no Brasil.
O projeto também permite que pessoas que já atuam como doulas há mais de três anos continuem exercendo a atividade, desde que comprovem experiência.
Possibilidade de atuação no SUS
A declaração é da secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy.
Posicionamento da Federação Nacional de Doulas do Brasil
A Federação Nacional de Doulas do Brasil (Fenadoulas) comemorou a aprovação do projeto.
- A entidade classificou a votação como uma vitória após anos de mobilização.
- O projeto já havia sido aprovado no Senado e passou por várias comissões na Câmara.
- A federação agradeceu às doulas que participaram das mobilizações presenciais e online.
- Também agradeceu aos parlamentares que apoiaram a proposta.
Segundo a federação, a aprovação representa um avanço para melhorar a assistência ao nascimento no Brasil e para garantir uma experiência respeitosa de gestação, parto, nascimento e pós-parto.