Laboratório realizando exame | Imagem: Ilustrativa / Google Gemini
[Imagem: Ilustrativa / Google Gemini]
Uma bebê de seis meses foi diagnosticada com sarampo no estado de São Paulo, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde paulista, nesta quarta-feira (11/03). De acordo com o Ministério da Saúde, este é o primeiro caso confirmado da doença no Brasil em 2026.
A criança, que não havia sido vacinada, esteve na Bolívia em janeiro deste ano. O caso foi registrado em fevereiro e posteriormente confirmado por exames laboratoriais.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que acompanha continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforçou que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.
O Ministério da Saúde informou que 38 casos de sarampo foram confirmados no Brasil em 2025. As ocorrências foram registradas no Distrito Federal (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1), Tocantins (25), Maranhão (1) e Mato Grosso (6). Segundo os dados divulgados pela pasta, Tocantins concentrou a maior parte dos registros, com 25 casos ao longo do ano.
Ministério da Saúde
Em nota, o Ministério da Saúde informou que após a confirmação, foi realizado bloqueio vacinal na região onde a criança reside. Além da da aplicação de 600 doses da vacina entre janeiro e fevereiro como parte da estratégia para evitar a transmissão.
A mesma medida foi adotada em 2025, quando foi registrado no estado um caso importado dos Estados Unidos. Na ocasião, o bloqueio vacinal também foi realizado em parceria entre o Ministério da Saúde e a gestão local.
Ainda de acordo com a pasta, em 2025 o país conseguiu interromper a transmissão de casos importados da doença após ações de vigilância, vacinação e bloqueio. A estratégia foi reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Casos confirmados em São Paulo em 2025
No estado de São Paulo, foram confirmados dois casos da doença em 2025.
O primeiro envolveu um homem de 31 anos, sem histórico de viagens internacionais e sem registro de vacinação contra o sarampo. O exantema, caracterizado por manchas na pele, ocorreu em 5 de abril de 2025, e a fonte de infecção não foi identificada.
O segundo caso foi registrado em um homem de 27 anos, que havia realizado viagem para os Estados Unidos e também não possuía registro vacinal contra o sarampo. O exantema foi registrado em 5 de dezembro de 2025.
Vacinação
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação.
A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda dose aos 15 meses.
Pessoas que não possuem comprovante de vacinação na infância devem se imunizar com duas doses da vacina, com intervalo mínimo de 30 dias, se tiverem entre 5 e 29 anos. Já pessoas entre 30 e 59 anos devem receber uma dose.
No Brasil, dois imunizantes são utilizados para proteção contra a doença: a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a vacina tetra viral, que também inclui proteção contra varicela (catapora).
Vacinação em SP
Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2025, a cobertura vacinal em São Paulo foi de 90,44% para a primeira dose da vacina contra o sarampo e de 83,14% para a segunda dose.
Segundo a pasta, em 2026, mais de 510 mil doses foram enviadas ao estado. Desse total, 177,5 mil já foram aplicadas.
Doença infecciosa e altamente contagiosa
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é classificado como uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre quando uma pessoa infectada tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas, permitindo a disseminação do vírus.
Até a década de 1980, o sarampo era a terceira principal causa de mortalidade infantil no mundo. Segundo o ministério, após a exposição ao vírus, aproximadamente nove em cada dez pessoas suscetíveis podem desenvolver a doença.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, mal-estar, perda de apetite, conjuntivite, coriza e tosse. O paciente também pode apresentar as chamadas manchas de Koplik, descritas como pequenas elevações esbranquiçadas no interior da boca.
Alerta internacional
Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para países das Américas devido ao aumento de casos da doença na região.
Segundo a entidade, o número de contágios por sarampo nas Américas cresceu 32 vezes na comparação entre 2024 e 2025.
Segundo o Ministério da Saúde, em 2025 o país conseguiu interromper a transmissão de casos importados da doença após ações de vigilância, vacinação e bloqueio. A estratégia foi reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
“O Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo e mantém o status mesmo após as Américas perderem a certificação regional devido a surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México”, destacou o ministério.
O Ministério da Saúde informou, ainda, que, em parceria com estados e municípios, mantém vigilância ativa para identificação de possíveis casos, com rastreamento de contatos e reforço da vacinação para evitar novos registros da doença.