Idosa usando caixa eletrônico | Foto: Ilustrativa / Google AI
[Foto: Ilustrativa / Google AI]
Os brasileiros retiraram R$ 403,29 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10/03) pelo Banco Central (BC).
De acordo com a instituição, desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR) já foram devolvidos R$ 13,76 bilhões a pessoas físicas e empresas. Mesmo assim, ainda permanecem R$ 10,5 bilhões disponíveis para resgate.
O SVR é uma plataforma que permite ao cidadão verificar se possui dinheiro esquecido em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras, como corretoras e financeiras.
Como consultar valores esquecidos
A consulta pode ser feita diretamente no sistema do Banco Central. Para verificar se há valores disponíveis, basta informar CPF e data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou CNPJ e data de abertura, para empresas (inclusive aquelas já encerradas).
Se houver dinheiro disponível, o usuário precisa acessar o sistema para verificar o valor a receber, a instituição responsável pela devolução e as informações de contato. Nessa etapa é necessário entrar com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas.
Formas de resgatar o dinheiro
O Banco Central informa que os valores podem ser recuperados de três maneiras:
- contato direto com a instituição financeira responsável pelo valor;
- solicitação feita dentro do próprio Sistema de Valores a Receber;
- pedido automático de resgate, funcionalidade que permite receber o valor sem necessidade de consultas frequentes.
No caso da solicitação automática, o crédito é feito diretamente na conta do cidadão. Essa opção é exclusiva para pessoas físicas que possuam chave Pix vinculada ao CPF. A adesão ao serviço é opcional.
Origem dos valores esquecidos
Os recursos disponíveis no sistema podem ter diferentes origens, entre elas:
- contas-correntes ou poupanças encerradas;
- cotas de capital ou sobras de cooperativas de crédito;
- valores não resgatados de consórcios encerrados;
- tarifas cobradas indevidamente;
- parcelas ou despesas de crédito cobradas de forma indevida;
- contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas;
- contas mantidas por corretoras e distribuidoras que foram encerradas;
- outros recursos disponíveis para devolução nas instituições financeiras.
Número de beneficiários
Até o fim de janeiro, 37.719.258 correntistas haviam resgatado valores, sendo 33.740.425 pessoas físicas e 3.978.833 pessoas jurídicas.
Ainda restam 54.612.272 beneficiários que não sacaram os recursos, dos quais 49.520.452 são pessoas físicas e 5.091.820 pessoas jurídicas.
A maior parte dos valores é de pequenas quantias. Segundo o Banco Central:
- 64,57% dos beneficiários têm até R$ 10 a receber;
- 23,49% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
- 10,04% têm quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
- 1,9% possuem mais de R$ 1 mil disponíveis.
Alerta sobre golpes
O Banco Central alerta para tentativas de golpe envolvendo supostos intermediários que prometem ajudar no resgate de valores esquecidos.
A instituição reforça que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são gratuitos e informa que não envia links nem entra em contato solicitando dados pessoais ou senhas para liberar recursos.