[Foto: Arquivo / Richard Souza / AN]
- Saldo positivo: O estado registrou superávit de US$ 9,8 bilhões entre janeiro e abril, impulsionado pelas exportações.
- Protagonismo do petróleo: O setor petrolífero dominou a pauta exportadora, representando 78,4% do total comercializado pelo Rio.
- Parceria global: A China consolida-se como o principal parceiro comercial fluminense, com uma corrente de US$ 9,3 bilhões.
A economia do Estado do Rio de Janeiro apresentou um desempenho robusto no comércio exterior nos primeiros quatro meses do ano. Segundo dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a balança comercial fluminense alcançou um superávit expressivo de US$ 9,8 bilhões no acumulado entre janeiro e abril.
Nesse período, a corrente comercial do estado, que compreende a soma das importações e exportações, atingiu a marca de US$ 27 bilhões. O resultado é fruto de um volume de exportações que somou US$ 18,4 bilhões, contra US$ 8,6 bilhões em produtos importados.
A força do petróleo e da siderurgia
O setor de energia continua sendo o principal motor das vendas externas do Rio de Janeiro. O petróleo sozinho foi responsável por 78,4% de tudo o que o estado exportou no primeiro quadrimestre, movimentando cifras da ordem de US$ 14,4 bilhões.
Além do óleo bruto, a siderurgia também demonstrou relevância na balança comercial. O setor registrou a exportação de US$ 629 milhões em produtos entre janeiro e abril, consolidando sua posição como um dos pilares da indústria fluminense voltada ao mercado externo.
Impacto nacional e parceiros estratégicos
No primeiro trimestre deste ano, o estado foi responsável por 16% do total das exportações brasileiras e 9,4% das importações do país.
No ranking de parcerias internacionais, a China lidera com folga o intercâmbio comercial com o Rio, registrando uma corrente de US$ 9,3 bilhões. Na sequência, aparecem a Coreia do Sul (US$ 3,1 bilhões) e os Estados Unidos (US$ 2,9 bilhões). Outros mercados como Índia, Espanha e Singapura também foram destacados pelos dados oficiais como destinos e origens de alto intercâmbio com o território fluminense.