O Programa Escolaí, iniciativa da Fundação Otacílio Coser, deu início ao ciclo de 2026 no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (04), com um evento realizado no Planetário do Rio. A ação marcou o começo das atividades nas escolas públicas participantes da capital e destacou o objetivo do programa de estimular os jovens a desenvolverem seus projetos de vida e reconhecerem suas potencialidades.
A iniciativa, que em 2026 completa 20 anos, será desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Ao longo deste ciclo, o programa deverá impactar 61 escolas da rede municipal, com previsão de alcançar cerca de 27 mil estudantes do Ensino Fundamental II. O foco está no desenvolvimento de habilidades consideradas essenciais tanto para a vida cotidiana quanto para o mundo do trabalho.
O Programa Escolaí é estruturado a partir de uma gincana cultural colaborativa, metodologia que busca promover a participação ativa dos alunos. As atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular, com propostas voltadas à construção de competências cognitivas e socioemocionais, além do incentivo ao protagonismo juvenil.
Segundo a superintendente da Fundação Otacílio Coser, Ana Flávia de Sá, o programa foi criado a partir da necessidade de oferecer aos jovens oportunidades de participação e reconhecimento. Ela destaca que a criação de espaços de escuta e construção coletiva dentro das escolas contribui para o fortalecimento de vínculos e para a ampliação de perspectivas dos estudantes, permitindo que projetem novos caminhos para o futuro.
A expansão do programa na rede municipal também é apontada como um indicativo da eficácia da metodologia adotada. A parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro teve início em 2024, quando o projeto foi implementado em 45 unidades escolares. Em 2026, esse número cresceu cerca de 36%, alcançando 61 escolas participantes.
No ano anterior, duas unidades da rede municipal do Rio de Janeiro foram reconhecidas como destaque nacional dentro do programa: o GET Belmiro Medeiros e o GET Dunshee de Abranches, ambos localizados na Ilha do Governador. O reconhecimento integra as ações de valorização das escolas que se destacam nas atividades propostas.
A Gerente de Educação Integral da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Elizabeth Gil, ressaltou a importância da iniciativa para a rede municipal. De acordo com ela, o programa contribui para fortalecer a parceria entre a escola e a sociedade civil, além de ampliar as estratégias de engajamento dos estudantes, especialmente nos anos finais do ensino fundamental.
Ainda segundo a representante da secretaria, o aumento no número de escolas participantes reflete o impacto da iniciativa tanto no desempenho acadêmico quanto no desenvolvimento de competências socioemocionais. A expectativa, conforme informado, é ampliar gradualmente o alcance do programa e envolver um número cada vez maior de estudantes nas atividades propostas.
O evento de abertura do ciclo de 2026 reuniu estudantes e educadores de diferentes escolas municipais do Rio de Janeiro. A programação contou com a apresentação da Orquestra Jovem de Itaguaí e incluiu momentos de integração entre os participantes, além da apresentação das propostas e das missões que serão desenvolvidas ao longo do ano.
Ao longo de sua trajetória, o Programa Escolaí já impactou mais de 243 mil estudantes. Para o ciclo de 2026, a previsão é que a iniciativa alcance mais de 55 mil alunos em 105 unidades escolares distribuídas entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O início das atividades na capital fluminense marca mais um ciclo do programa, que segue com foco na ampliação do acesso de jovens a oportunidades educacionais e no fortalecimento de práticas que incentivem o desenvolvimento integral dos estudantes.