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A trajetória política do estado do Rio de Janeiro, desde o fim do regime militar, registra episódios marcados por investigações, prisões e afastamentos de governadores eleitos por voto direto. Ao longo das últimas décadas, diferentes gestões foram impactadas por desdobramentos judiciais relacionados à administração pública.
Na redemocratização, o principal nome foi Leonel Brizola (PDT), eleito em 1982 e novamente em 1990. Ele concluiu seus mandatos sem registros de prisão.
Entre seus governos, Moreira Franco venceu a eleição de 1986. Anos depois, em 2019, ele foi preso preventivamente em uma investigação sobre obras públicas. A medida foi posteriormente revogada pela Justiça.
Na década de 1990, o estado também foi governado por Nilo Batista, que assumiu após renúncia, e por Marcello Alencar (PSDB), eleito em 1994. Alencar não teve registros de prisão ou afastamento judicial.
A partir de 1999, com a eleição de Anthony Garotinho, surgiram novos desdobramentos. Ele deixou o cargo em 2002 para disputar a Presidência, sendo sucedido pela vice Benedita da Silva.
Após o período no governo, Garotinho foi alvo de ordens de prisão em diferentes momentos, entre 2016 e 2019, em investigações sobre crimes eleitorais. Sua sucessora eleita, Rosinha Garotinho, foi presa em 2017 sob suspeita de participação em esquema de arrecadação ilícita.
Entre 2007 e 2014, o estado foi governado por Sérgio Cabral (PMDB). Ele foi preso em 2016 durante a Operação Calicute, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Posteriormente, foi condenado em diferentes processos.
O sucessor, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso em 2018 ainda no exercício do cargo, em investigação sobre suposto recebimento de vantagens indevidas. O mandato foi concluído pelo vice Francisco Dornelles.
Em 2018, Wilson Witzel foi eleito governador. Ele sofreu impeachment, sendo afastado em 2020 e destituído em 2021 por irregularidades em contratos da saúde.
O vice Cláudio Castro assumiu o governo e foi reeleito em 2022. Em 2026, após sua renúncia e diante de circunstâncias excepcionais, o estado passou a ser administrado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, até a definição do processo de sucessão.
Levantamento
Entre os governadores eleitos diretamente, não há registros de prisão para Leonel Brizola, Marcello Alencar, Wilson Witzel e Cláudio Castro.
Já entre os que assumiram por substituição, também não há registros de prisão para Nilo Batista, Benedita da Silva, Francisco Dornelles e o atual interino Ricardo Couto.