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Missão de ajuda humanitária na região Yanomami

[Foto: Ilustração / GE]

A Aeronáutica, iniciou o tansporte de cestas básicas para a terra indígena Yanomami. Serão entregues, imediamente, quatro mil cestas básicas. Outras mil devem ser entregues para distribuição nos territórios. De acordo com o Palácio do Planalto, serão enviados, ao local, 200 latas de suplemento alimentar para crianças de várias idades, que deverão ser transferidas do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (DSEI Leste) para o DSEI Yanomami.

O transporte dos alimentos será realizado em aeronaves de pequeno porte, que deverá fazer 50 voos nesta etapa. Na volta, as aeronaves levarão, para Boa Vista, os Yanomamis que necessitam de atendimento médico. Na região, a distribuição dos alimentos será feita com apoio de helicópteros.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional com o objetivo de combater a desassistência sanitária dos povos que vivem no território Yanomami. A portaria foi publicada, na sexta-feira (20/01), em edição extra do Diário Oficial da União e assinada pela Ministra da Saúde, Nisia Trindade. No mesmo dia, foi instalada uma Sala de Situação para tratar a crise sanitária no local.

Equipes do Ministério da Saúde estão na região Yanomami para prestar assistência para crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição grave, casos de malária, infecção respiratória aguda (IRA) e outros agravos. Atualmente, mais de 30,4 mil habitantes vivem no território indígena Yanomami, considerada a maior reserva indígena do País.

O Ministério da Saúde instalou, também, um Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE – Yanomami), funcionando como mecanismo nacional da gestão coordenada da resposta à emergência no âmbito nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, a coordenação do COE é de responsabilidade da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), considerando a tipologia da emergência.

A Ministra da Saúde, Nisia Trindade, informou que a situação, que ocorre, hoje, na região Yanomami é semelhante a uma epidemia e que a sociedade deve estar ciente do que está acontecendo: “No caso da saúde, nós definimos que essa situação é uma emergência sanitária de importância nacional semelhante a uma epidemia. É isso que precisa ficar claro. A Saúde está determinada a resolver as emergências. Mas a sociedade tem que estar consciente do que está acontecendo aqui”, disse.

Força Nacional do SUS

Uma equipe da Força Nacional do SUS, chegou em Roraima, nesta segunda-feira (23/01), para prestar assistência de saúde. A equipe é formada por 13 profissionais que irão trabalhar em um Hospital de Campanha.

A Força Nacional do SUS, foi criada em 2011 e é voltada à execuções de medidas de prevenção, assistência e repressão a situações epidemiológicas, de desastres ou desassistências à população quando o estado e o monicípio esgotam sua capacidade de resposta.

A atuação dos profissionais de saúde na região reunirão equipes da Força Nacional de Segurança, profissionais da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar, que montarão, em conjunto, uma estatégia para garantir a seguranla dos profissionais da saúde.

Presidente

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Boa Vista (RR), na sexta-feira (21/01), onde visitou a Casa de Saúde Indígena Yanomami (CASAI Yanomami).

Durante a visita, o Presidente afirmou que os povos indígenas serão tratados com dignidade: “Vamos tratar os nossos indígenas como seres humanos. Nós vamos dar a eles a dignidade que eles merecem, na saúde, na educação, na alimentação e no direito de ir e vir. Essas pessoas vão ser tratadas decentemente”. E acrescentou: Se alguém me contasse que aqui em Roraima tinha pessoas sendo tratadas da forma desumana, como eu vi o povo Yanomami sendo tratado aqui, eu não acreditaria. Tive acesso a umas fotos essa semana e as fotos efetivamente me abalaram, porque a gente não pode entender como é que um país que tem as condições que tem o Brasil deixar os nossos indígenas abandonados como eles estão aqui. É desumano o que eu vi aqui”.

O Presidente disse, ainda, que agirá com firmeza afim de parar os garimpos ilegais na região: “Vamos levar muito a sério essa história de acabar com qualquer garimpo ilegal. E mesmo que seja uma terra que tem autorização da agência para fazer pesquisa, eles podem fazer pesquisa sem destruir a água, sem destruir a floresta e sem que colocar em risco a vida das pessoas que dependem da água para sobreviver”, declarou o presidente.

Também estiveram com o Presidente, as Ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara e do Ministério da Saúde, Nisia Trindade, Além do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o Ministro da Defesa, José Múcio, o Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome, Wellington Dias, o Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, o Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo e do Gabinete de Segurança Institucional, General Gonçalves Dias.

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