Donald Trump (arquivo) | Foto: Andrea Hanks / Official White House
[Foto: Andrea Hanks / Official White House]
O general Daniel Caine afirmou que agências de inteligência dos Estados Unidos, como a CIA e a NSA, atuaram por meses no monitoramento do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, antes da operação militar que resultou em sua captura. Segundo ele, os órgãos reuniram informações detalhadas sobre os deslocamentos do líder venezuelano, incluindo onde residia, para onde viajava, seus hábitos cotidianos e outros dados de rotina.
De acordo com o general, no início de dezembro as forças militares norte-americanas já se encontravam em estado de prontidão, aguardando o alinhamento de uma série de eventos considerados estratégicos para a execução da operação.
A chegada das forças especiais dos Estados Unidos ao complexo onde Maduro estava hospedado ocorreu às 2h01, no horário local da Venezuela. Segundo Caine, ao alcançarem a chamada “área alvo”, localizada na região central de Caracas, as equipes teriam sido alvo de disparos.
Ainda conforme o relato, os militares responderam com fogo em legítima defesa. O general afirmou que a reação ocorreu de forma imediata e com intensidade considerada suficiente para neutralizar a ameaça.
Segundo as informações divulgadas, Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, teriam se rendido sem oferecer resistência após a chegada das forças especiais. Não há confirmação oficial sobre o local exato da captura, nem se a ação ocorreu no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano.
A operação, segundo autoridades norte-americanas, envolveu cerca de 150 aeronaves e partiu de aproximadamente 20 bases militares, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil.
Maduro desembarca em Nova York escoltado por agentes federais após ação militar dos EUA
Imagens transmitidas por emissoras de televisão mostraram o desembarque do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros de Nova York, nos Estados Unidos, na noite deste sábado (3).
A aeronave que transportava Maduro e sua esposa, Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília), mais de 16 horas após a captura do casal em Caracas, durante uma operação militar conduzida por forças especiais norte-americanas em território venezuelano.
No momento do desembarque, Maduro aparecia cercado por agentes federais do FBI e da DEA, agência antidrogas dos Estados Unidos. Vestindo moletom e capuz, o presidente venezuelano apresentava dificuldades de locomoção ao descer as escadas da aeronave e caminhar pela pista até um hangar do aeroporto. As imagens indicavam que ele utilizava algemas nas mãos e nos pés.
Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Maduro e Cília Flores serão processados por acusações de tráfico internacional de drogas. Até o momento, não houve apresentação pública de provas por parte do governo dos Estados Unidos. Após o desembarque, o casal seria transferido de helicóptero para Manhattan, onde passaria por procedimentos na sede da DEA, antes de ser encaminhado ao sistema prisional norte-americano.
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela até que seja realizada uma transição de poder. Segundo Trump, a operação militar foi planejada ao longo de meses e contou com o envolvimento de aproximadamente 150 aeronaves.
O presidente dos Estados Unidos não informou por quanto tempo Washington pretende manter o controle direto do país sul-americano, que possui mais de dois mil quilômetros de fronteira com o Brasil. Trump mencionou ainda a possibilidade de diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, para tratar de um eventual governo interino.
Em pronunciamento oficial, Delcy Rodríguez declarou que a Venezuela não aceitará subordinação a governos estrangeiros e exigiu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa. Segundo ela, o presidente capturado é o único chefe de Estado legítimo do país.
As reações ao episódio também se estenderam às redes sociais. Em sua plataforma Truth Social, Donald Trump publicou um vídeo atribuído a um venezuelano residente em Miami, que agradece a ação do governo norte-americano. Já a televisão estatal venezuelana exibiu imagens de uma cidadã venezuelana pedindo a devolução do presidente ao país.
O episódio tem sido acompanhado por uma intensa disputa de narrativas nas redes sociais, enquanto seguem as repercussões diplomáticas e políticas da ação militar e da captura do presidente venezuelano.
Confira a seguir, publicações opostas sobre o caso.