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Deputados estaduais propõem programa Escola Segura no Rio de Janeiro

[Foto: Arquivo / Richard Souza / AN]

Na última sexta-feira (28/04), foi realizada uma audiência pública conjunta das comissões de Educação e de Segurança Pública, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para debater soluções para a segurança nas escolas do estado.

Dentre as soluções propostas estavam a valorização dos professores e funcionários escolares, seguranças armados nas escolas, detectores de metal e aproximação das famílias do âmbito escolar.

Os deputados Alan Lopes (PL) e Márcio Gualberto (PL) anunciaram ter protocolado a Indicação Legislativa 58/23, que cria o Programa Escola Segura no Estado do Rio. O objetivo do programa é realizar um chamamento público para os agentes de segurança na reserva ou aposentados há no mínimo dois anos, bem como psicólogos, assistentes sociais, pais e/ou responsáveis. A norma também prevê a colocação de detectores de metais e câmeras de monitoramento nos colégios públicos e privados do Rio.

O deputado Flávio Serafini (PSol), que integra a Comissão de Educação da Casa, pontuou que as escolas do Rio de Janeiro têm hoje um déficit de dois mil professores e que já são 10 anos sem a realização de concursos públicos para inspetores, medidas que podem contribuir para a diminuição da violência no ambiente escolar. Porém, ele também afirmou que se a escola funcionar bem e houver um protocolo de acionamento da Segurança Pública quando necessário, e contar com uma ação de inteligência para inibir grupos extremistas, a segurança poderá dar um salto de qualidade.

O deputado Márcio Gualberto, presidente da Comissão de Segurança Pública, destacou a importância da aproximação dos familiares no âmbito escolar. “Divergências são normais e saudáveis no debate Legislativo. Mas algo em comum durante a audiência foi aproximar os pais e responsáveis das escolas. É necessário que os familiares saibam o que está acontecendo com seu filho, estejam presentes em reuniões e treinamentos”, disse, ressaltando que esta foi apenas a primeira reunião sobre o assunto.

A ideia de reforçar a segurança nas escolas através do patrulhamento de agentes armados foi acatada por parte dos presentes, dentre eles o advogado e instrutor de armamento Marcelo Antônio Pinto dos Santos. Ele também defendeu a realização de treinamentos com a equipe escolar para casos extremos. Marcelo explicou que nos Estados Unidos, o FBI desenvolveu um protocolo para ensinar crianças e professores a fugir e se esconder durante esses ataques.

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