Giroscópio de carro de polícia | Foto: Ilustrativa / LensGo
[Foto: Ilustrativa / LensGo]
O deputado federal Max Lemos (União-RJ) foi vítima de um ataque a tiros na madrugada desta sexta-feira (02), enquanto trafegava pela BR-116, na altura de Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O parlamentar e sua equipe escaparam ilesos.
De acordo com as informações preliminares, a emboscada aconteceu por volta das 3h40. O deputado viajava em um Jeep Commander e estava acompanhado de três assessores e um amigo. O veículo oficial foi interceptado por criminosos que estavam em um Fiat Pulse branco. Ainda de acordo com informações, pelo menos dois homens armados participaram da ação. Os suspeitos emparelharam e tentaram fechar o carro do parlamentar para forçar uma parada.
Para evitar a abordagem, o motorista do deputado teria realizado uma manobra evasiva brusca, resultando em uma colisão contra o outro veículo. Na sequência, de acordo com o relato preliminar, os criminosos abriram fogo. Ao menos dois disparos atingiram o Jeep Commander. Mesmo sob ataque, o condutor conseguiu retomar o controle da direção e fugir do local em segurança.
O retorno de Miracema
A interceptação ocorreu enquanto a equipe retornava de uma extensa agenda oficial no Noroeste Fluminense. Nas horas que antecederam o ataque, Max Lemos havia participado das celebrações do aniversário de 90 anos da cidade de Miracema e da abertura da 60ª Exposição Agropecuária do município.
Nas redes sociais, antes do atentado, o deputado publicou registros da viagem ao lado da prefeita Alessandra Freire e do vice-prefeito Maurício Vô, onde participou do hasteamento da bandeira. Na ocasião, o parlamentar destacou os investimentos levados à cidade, pontuando que já foram pagos R$ 1 milhão para fortalecer o atendimento de saúde local, além da indicação de quase R$ 1,4 milhão para novos projetos de desenvolvimento.
O susto e as suspeitas de retaliação
Em um vídeo compartilhado pelo partido ao qual o deputado é filiado, o parlamentar detalhou a cronologia e as suspeitas em etapas. Sobre o momento de terror, ele explicou: “Eu estava com três assessores e um amigo, quando fomos abordados a tiros na Baixada Fluminense. Nós que estávamos vindo de uma agenda no noroeste do nosso estado. Não sabemos o motivo desse fato.”
O parlamentar fez questão de levantar a hipótese de um atentado ligado à sua atuação no Congresso Nacional. “Mas a verdade é que a nossa atuação no combate ao crime organizado tem irritado muita gente”, desabafou.
A suspeita recai diretamente sobre seu trabalho como relator do Projeto de Lei nº 4.149, de 2004. “Por exemplo, o relatório que eu fiz no PL 4149, de 2004, deixou muita gente insatisfeita. Mas não temos o que fazer, temos que continuar lutando”, garantiu o parlamentar.
O que diz o PL 4149?
O projeto de lei citado pelo deputado altera o Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003) e propõe um endurecimento severo contra o arsenal nas mãos do crime organizado. A proposta, que já tramita aguardando apreciação pelo Senado Federal, foi classificada pelo próprio Max Lemos como uma resposta extrema: “É a legislação mais dura para a bandidagem. Não tem outra alternativa, porque nós estamos ficando sitiados de verdade.”
Entre os pontos principais do substitutivo relatado por Lemos, destacam-se:
- Posse e porte restrito: A pena para quem portar arma de uso restrito passa a ser de 4 a 6 anos de reclusão.
- Armas de alto poder destrutivo: Se o porte envolver arma de uso proibido, a punição dobra, saltando para reclusão de 6 a 12 anos.
- Disparos: Criar uma qualificadora para o crime de disparo. Se o tiro for dado com arma de uso proibido ou restrito, a pena passa a ser de 3 a 6 anos.
- Tráfico: Penas aplicadas em dobro para o comércio ilegal e tráfico internacional caso as armas sejam de uso proibido ou restrito.
Investigação em andamento
Até o momento, os autores do crime não foram identificados. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) emitiu um comunicado oficial informando que as apurações já começaram: “O caso foi registrado na 62ª DP (Imbariê) e a investigação está em andamento. Agentes realizam diligências para apurar a autoria do crime.”
Agenda Oficial no Interior
O deputado federal Max Lemos participa das comemorações de 90 anos de Miracema (Noroeste Fluminense), prestigiando a abertura da 60ª Exposição Agropecuária ao lado de autoridades locais.
“Participei da abertura desse grande evento (…) reforçando o compromisso com quem move o interior, o produtor rural, o trabalhador e toda a população.” — Max Lemos
Cerco na BR-116
Retornando para o Rio de Janeiro, o Jeep Commander do parlamentar é interceptado na altura de Imbariê, em Duque de Caxias, por criminosos armados em um Fiat Pulse branco.
“Eu estava com três assessores e um amigo, quando fomos abordados a tiros na Baixada Fluminense. Nós que estávamos vindo de uma agenda no noroeste do nosso estado.” — Max Lemos
Manobra de Fuga e Tiros
Para não ser encurralado, o motorista do deputado faz uma manobra evasiva e colide contra o carro dos suspeitos. De acordo com informações, os bandidos atiram e acertam ao menos duas vezes a lataria do veículo. Todos saem ilesos.
Investigação Policial
O ataque é registrado preliminarmente na 62ª DP (Imbariê) como tentativa de roubo de veículo. A Polícia Civil dá início à busca pelos suspeitos não identificados.
“O caso foi registrado na 62ª DP (Imbariê) e a investigação está em andamento. Agentes realizam diligências para apurar a autoria do crime.” — Nota Oficial da PCERJ
A Suspeita de Retaliação Política
O deputado descarta a hipótese de assalto comum e levanta a possibilidade de uma emboscada em retaliação ao seu relatório no PL 4149, que propõe penas de até 12 anos para o crime de porte de armas proibidas.
“A nossa atuação no combate ao crime organizado tem irritado muita gente. O relatório que eu fiz (…) deixou muita gente insatisfeita. É a legislação mais dura para a bandidagem. Não tem outra alternativa, porque nós estamos ficando sitiados de verdade.” — Max Lemos
*Com informações de PCERJ