[Foto: Ilustrativa / LensGO]
- Alerta alimentar: A Anvisa determinou o recolhimento do lote 13/25 do coco ralado Casa de Mãe após um laudo apontar excesso de conservante (dióxido de enxofre).
- Cosmético irregular: O creme redutor de medidas Popozuda BumbumBrazil teve todos os seus lotes recolhidos e a venda proibida por falta de registro sanitário.
- Risco na limpeza: O saneante AC2 Pro Dub Boyz também foi alvo da agência por não possuir registro e apresentar classificação de risco incorreta para a saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta última quinta-feira (28/05) uma série de medidas restritivas que afetam três diferentes produtos no mercado brasileiro. As ações fiscais incluem a suspensão de venda, distribuição, divulgação e o recolhimento de um lote de coco ralado, um creme cosmético redutor de medidas e um produto saneante.
Excesso de conservante no coco ralado Casa de Mãe
A primeira determinação, oficializada pela Resolução 2.133/2026 no Diário Oficial da União (DOU), mira especificamente o lote 13/25 do coco ralado da marca Casa de Mãe, fabricado pela empresa Qualicoco Ltda.
A decisão ocorreu após um laudo realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen/DF) identificar um “resultado insatisfatório no ensaio quantitativo de dióxido de enxofre” no produto. A agência explicou que, embora o dióxido de enxofre seja uma substância autorizada para atuar como conservante de alimentos, a legislação impõe limites máximos estabelecidos para a sua utilização. Devido à infração, a Anvisa determinou o recolhimento do lote e a suspensão imediata da distribuição, venda, divulgação e uso.
⚠️ Ficha de Ação Fiscal
Resolução-RE nº 2.133, de 27 de maio de 2026
(CNPJ: 04522379000665)
Válido até 17/09/2026
Proibição total do creme Popozuda BumbumBrazil
Na área de cosméticos e estética, a Anvisa agiu contra o creme redutor de medidas Popozuda BumbumBrazil, produzido pela JSA Indústria de Cosméticos Ltda.
Diferente do alimento, que teve apenas um lote afetado, a ação fiscal sobre o creme determina o recolhimento de todos os lotes do produto. A agência proibiu a venda, a distribuição, a divulgação e o uso do cosmético. O motivo da suspensão é que, apesar de o produto ser ativamente comercializado e divulgado para os consumidores, o creme não possui registro na Anvisa, operando na clandestinidade sanitária.
⚠️ Ficha de Ação Fiscal: Creme Popozuda
Resolução-RE nº 2.128, de 26 de maio de 2026
(CNPJ: 38479255000151)
Lotes afetados: TODOS
Saneante AC2 Pro Dub Boyz irregular
O terceiro alvo da fiscalização foi o saneante AC2 Pro Dub Boyz, fabricado pela Qualy Química Ltda. A Anvisa determinou o recolhimento e proibiu o uso, a venda e a divulgação do item de limpeza.
Durante a fiscalização, foi constatada a comercialização do produto que, além de não ter o registro sanitário obrigatório, está “classificado de forma incorreta em relação ao risco”. A agência ressalta que os produtos saneantes precisam ser rigorosamente classificados em duas categorias, Risco 1 e Risco 2, de acordo com o potencial de dano que podem causar à saúde humana.
⚠️ Ficha de Ação Fiscal: AC2 Pro Dub Boyz
Resolução-RE nº 2.128, de 26 de maio de 2026
(CNPJ: 08185734000102)
Lotes afetados: TODOS
Rejuvita: Publicidade enganosa e risco sanitário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (28/05), a apreensão imediata do suplemento alimentar líquido “Rejuvita” (30 ml), fabricado pela empresa Rejuvita Ltda. A Resolução 2.131/2026 proíbe a venda, distribuição, fabricação, propaganda e o uso do produto em todo o território nacional.
A medida foi tomada após a constatação de irregularidades graves na forma como o suplemento era comercializado. A empresa veiculava anúncios que prometiam efeitos proibidos para a categoria de alimentos, como propriedades “anti-idade”, “renovação profunda da pele” e a classificação indevida como “dermocosmético oral”. Além disso, o produto utilizava informações falsas ao afirmar ser “100% regularizado e aprovado pela Anvisa”. A agência também alertou que o produto contém ingredientes que não possuem avaliação de segurança para uso via sublingual, agravando o risco sanitário.
⚠️ Ficha de Ação Fiscal: Rejuvita
Resolução-RE nº 2.131, de 27 de maio de 2026
(CNPJ: 46476729000130)
Lotes afetados: TODOS
- Ingredientes sem avaliação de segurança para uso via sublingual;
- Propagandas enganosas (alegações terapêuticas proibidas para alimentos);
- Falsa alegação de aprovação pela Anvisa;
- Empresa fabricante desconhecida ou não localizada.
Mayben Pharmaceutical: Falhas de Produção
Já a Resolução 2.129/2026 ordenou o recolhimento total e a suspensão da fabricação, distribuição e venda de todos os suplementos alimentares da empresa Mayben Pharmaceutical Ltda (CNPJ: 31.170.914/0001-24). A medida atinge produtos amplamente conhecidos, como a solução à base de lactulose (marcas “Lactben” e “Lactulose Nativida”), os comprimidos de cálcio e vitamina D (“Calcioben D” e “Calcioben”) e o suplemento em pó de carboidrato e eletrólitos (“Aqualev”).
A sanção foi motivada por uma inspeção realizada nos dias 25 e 26 de abril, que revelou falhas críticas nas Boas Práticas de Fabricação. A lista de irregularidades é extensa e coloca em dúvida a qualidade e a segurança de todos os itens produzidos pela unidade. Entre os problemas identificados estão: estrutura e limpeza precárias, exaustão ineficiente, uso de matérias-primas vencidas, ausência de controle de temperatura e umidade, além de falhas graves na rastreabilidade e na higienização das mãos dos colaboradores durante a produção.
⚠️ Ficha de Ação Fiscal: Mayben Pharmaceutical
Resolução-RE nº 2.129, de 26 de maio de 2026
(CNPJ: 31170914000124)
(Linhas Lactben, Lactulose Nativida, Calcioben D, Calcioben e Aqualev)
- Estrutura e higienização inadequadas;
- Ausência de controle de temperatura e umidade;
- Matérias-primas vencidas e deterioradas;
- Equipamentos danificados e sistema de exaustão deficiente;
- Falta de materiais básicos de higiene (lavatórios);
- Falhas na rastreabilidade e embalagens impróprias.
*Com informações de Anvisa