[Foto: Arquivo / Rodrigo Nunes / MS]
- Queda preocupante: Nos primeiros cinco meses de 2026, a cobertura de vacinas essenciais como BCG, Tríplice Viral e Pentavalente sofreu uma baixa significativa no estado do Rio de Janeiro.
- Longe da meta: Imunizantes vitais para recém-nascidos, como a BCG (79,8%) e Hepatite B (78,7%), estão operando muito abaixo dos índices de segurança estipulados pelo Ministério da Saúde.
- Força-tarefa: A Secretaria de Saúde iniciou buscas ativas e foca ações em cinco municípios prioritários (Campos dos Goytacazes, Magé, Cabo Frio, Nova Friburgo e São João de Meriti) para evitar o retorno de doenças já eliminadas.
A queda na cobertura vacinal no estado do Rio de Janeiro durante os primeiros cinco meses de 2026 acendeu um alerta vermelho entre os gestores públicos de saúde. Imunizantes fundamentais para a proteção das crianças, como a Tríplice Viral, a Pentavalente e a BCG, registraram índices abaixo do histórico consolidado em anos anteriores. O cenário reforça a urgência de pais e responsáveis atualizarem a caderneta de seus filhos nas unidades de Atenção Básica, onde o serviço é oferecido de forma totalmente gratuita.
Os dados expõem a vulnerabilidade dos recém-nascidos. A vacina BCG, responsável por proteger os bebês contra formas graves de tuberculose (como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar), registrou uma adesão de apenas 79,8%. Este número está distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde para garantir a segurança populacional, considerando que a dose deve ser administrada logo após o nascimento.
A situação se repete com a vacina contra a Hepatite B, que deve ser aplicada antes de a criança completar seu primeiro mês de vida. Atualmente, o estado do Rio de Janeiro registra 78,7% de cobertura deste imunizante, um número consideravelmente inferior à meta de 95%.
Para a subsecretária de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Silvia Carvalho, a situação exige resposta rápida e conscientização das famílias. “Esses indicadores refletem um desafio que temos enfrentado recentemente no estado, o de reforçar o papel dos imunizantes. As vacinas são seguras, gratuitas e acessíveis. Nosso trabalho tem sido para que as pessoas garantam a imunização dos seus filhos no tempo certo. O calendário do Programa Nacional de Imunizações prevê a vacinação no momento do nascimento, bem como retornos durante a infância e adolescência. É necessário manter a caderneta atualizada para que doenças eliminadas não voltem a nos preocupar”, ressalta.
Raio-X: Cobertura Vacinal no RJ (2026)
| Imunizante | Período de Aplicação | Cobertura Atual | Meta (Min. Saúde) |
|---|---|---|---|
|
BCG
Protege contra formas graves de tuberculose
|
Logo após o nascimento | 79,8% | 90% |
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Hepatite B
Protege contra o vírus da Hepatite B
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Antes do 1º mês de vida | 78,7% | 95% |
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Tríplice Viral e Pentavalente
Sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, etc.
|
Primeiros meses de vida | Em queda* | – |
Ações estratégicas e busca ativa nos municípios
Diante do risco iminente à saúde pública infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) intensificou sua ofensiva contra a baixa imunização. Em parceria com o Ministério da Saúde, técnicos estaduais realizaram na última semana um evento para traçar e aplicar novas estratégias que alavanquem os números no estado.
A primeira etapa do plano foca em cinco municípios considerados prioritários: Campos dos Goytacazes, Magé, Cabo Frio, Nova Friburgo e São João de Meriti. Nestes locais, as autoridades de saúde estão debatendo o fluxo de registro de doses para garantir um monitoramento mais preciso do cenário local.
A estratégia conjunta vai além dos postos de atendimento. O planejamento envolve a reestruturação dos serviços de atenção básica para facilitar o acesso da população às vacinas e a realização de buscas ativas, um trabalho direcionado para checar as cadernetas vacinais diretamente nas comunidades. A proposta da SES-RJ é avaliar a realidade de cada território individualmente, compreendendo os desafios regionais para criar soluções que ultrapassem as paredes das unidades de saúde e garantam a proteção de todas as crianças fluminenses.
Entenda o Caso: Vacinação no RJ
Quais vacinas estão com cobertura abaixo do esperado em 2026?
Nos primeiros cinco meses de 2026, vacinas essenciais como a BCG, Tríplice Viral, Pentavalente e Hepatite B registraram índices abaixo do consolidado nos últimos anos no Rio de Janeiro.
Qual é a distância entre a realidade e as metas do Ministério da Saúde?
A vacina BCG está com 79,8% de cobertura (a meta é 90%). Já a Hepatite B está em 78,7% (a meta é 95%). Ambas são aplicadas nos primeiros dias ou mês de vida do recém-nascido.
Quais doenças a vacina BCG previne?
A vacina BCG protege os bebês contra formas graves de tuberculose, especialmente a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar.
Quais cidades são os alvos prioritários da força-tarefa da SES-RJ?
As ações intensificadas estão concentradas em cinco municípios fluminenses: Campos dos Goytacazes, Magé, Cabo Frio, Nova Friburgo e São João de Meriti.
O que o estado está fazendo para reverter esses números?
A Secretaria de Estado de Saúde está realizando buscas ativas nas comunidades para checar cadernetas, reorganizando o atendimento nas unidades de Atenção Básica e ajustando o fluxo de registro de doses em parceria com o Ministério da Saúde.
*Com informações de SES-RJ