[Foto: Divulgação / GovRJ]
- Agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) encontraram equipamentos de escuta no gabinete de Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro.
- O material foi localizado durante uma varredura de rotina no Palácio Guanabara, mas foi classificado como antigo e sem funcionalidade técnica ativa.
- Couto, que assumiu o estado após a renúncia de Cláudio Castro, pouco frequenta o local, despachando diariamente de seu gabinete no Tribunal de Justiça.
Uma inspeção de segurança revelou a presença de dispositivos de espionagem no centro do poder fluminense. Uma varredura identificou equipamentos de escuta instalados no gabinete do governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, localizado dentro do Palácio Guanabara.
A descoberta foi realizada por agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do estado, que executavam procedimentos operacionais padrão no prédio histórico. Apesar do alerta gerado pela presença dos aparelhos na sala do chefe do Executivo, a avaliação preliminar das equipes de segurança indicou que não havia risco ativo de vazamento.
Em nota oficial explicando o ocorrido, o governo estadual esclareceu o caso mantendo a íntegra dos fatos: “Em varredura de rotina feita no gabinete do governador, agentes do Gabinete de Segurança Institucional localizaram material usado em escutas. O material – aparentemente antigo e sem funcionalidade – foi retirado pelos agentes.”
Rotina distante do Palácio
De acordo com informações, desde que assumiu o comando do estado, Ricardo Couto não adotou o Palácio Guanabara como seu local de trabalho principal. O governador em exercício continua despachando diariamente de seu antigo gabinete, no prédio do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Suas idas ao Palácio Guanabara são esporádicas e restritas apenas à realização de reuniões institucionais.
Linha de sucessão extraordinária
Desembargador de carreira, Ricardo Couto assumiu o Governo do Estado do Rio de Janeiro no fim do mês de março, na esteira de uma crise política que culminou com a renúncia do então governador Cláudio Castro.
A chegada do magistrado à chefia do Executivo estadual ocorreu por força da linha de sucessão constitucional. Como o estado do Rio de Janeiro se encontra sem a figura do vice-governador, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) foi afastado de seu cargo por uma decisão direta do Supremo Tribunal Federal (STF), coube ao presidente do Tribunal de Justiça assumir a responsabilidade de guiar o estado.
Entenda o Caso: Escutas no Palácio Guanabara
Principais detalhes sobre a varredura de segurança no Executivo fluminense