Giroscópio de carro de polícia | Foto: Ilustrativa / LensGo
[Foto: Ilustrativa / LensGo]
- Ação de resgate: Operação conjunta da Polícia Civil e Militar na comunidade do Arroz libertou duas pessoas mantidas em cárcere privado e sob tortura.
- Motivação do crime: Vítimas eram acusadas pela facção Comando Vermelho de vender entorpecentes sem autorização e seriam executadas.
- Prisões em flagrante: Quatro traficantes foram detidos; agentes apreenderam facas e porretes utilizados nas sessões de tortura.
Uma ação coordenada entre policiais civis da 121ª DP (Casimiro de Abreu) e agentes da Polícia Militar resultou, na última terça-feira (26/05), no resgate de duas pessoas mantidas em cárcere privado na comunidade do Arroz, em Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos. Segundo informou a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), quatro suspeitos ligados à facção criminosa Comando Vermelho foram presos em flagrante.
As investigações foram deflagradas após o recebimento de uma denúncia anônima relatando que duas pessoas estavam sendo torturadas por traficantes na localidade. Segundo o levantamento feito pelas equipes policiais, a dupla foi capturada pelo grupo criminoso sob a acusação de comercializar drogas na região sem o devido aval da facção.
O “tribunal do tráfico”
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas estavam sendo submetidas a um julgamento paralelo, conhecido no meio criminoso como “tribunal do tráfico”. A investigação aponta que a execução das duas pessoas já estava planejada pelos criminosos antes da intervenção policial.
Ao localizar o imóvel utilizado para as sessões de tortura, as equipes conseguiram libertar as vítimas e prender os quatro envolvidos. No local, foram apreendidas facas e porretes, que, segundo a perícia, eram utilizados nas agressões constantes contra os reféns.
Os quatro detidos foram autuados em flagrante pelos crimes de tortura e cárcere privado. A Polícia Civil informou que as diligências continuam em andamento com o objetivo de identificar e localizar outros integrantes da facção que possam ter participação no crime.
*Com informações de PCERJ