Sede da PF no RJ | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Richard Souza / GE]
- Ataque bilionário ao crime financeiro: Polícia Federal deflagra Operação Sem Refino e bloqueia cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros de um conglomerado do setor de combustíveis.
- Mandados e Interpol: Com autorização do STF, ação cumpriu mandados de busca, apreensão e afastamento de agentes públicos no RJ, SP e DF, além de acionar a Difusão Vermelha da Interpol.
- Conexões no Rio de Janeiro: Investigação integra a ADPF 635/RJ e mira o aprofundamento das conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (15/05) a Operação Sem Refino, uma ofensiva de grandes proporções voltada a desarticular um esquema bilionário de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. O alvo principal é um conglomerado econômico atuante no ramo de combustíveis, sob a suspeita de utilizar uma complexa estrutura societária e financeira para ocultar patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ilegalmente ao exterior.
A ação, que contou com o apoio técnico estratégico da Receita Federal do Brasil, apura graves inconsistências financeiras ligadas diretamente à operação de uma refinaria vinculada ao grupo econômico investigado.
Decisão do STF e impacto financeiro
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça ordenou medidas para asfixiar financeiramente o esquema. Foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados. Além da constrição patrimonial, a Suprema Corte ordenou a suspensão imediata de todas as atividades econômicas das empresas envolvidas no conglomerado.
Nas ruas, as equipes da Polícia Federal cumpriram 17 mandados de busca e apreensão. A operação também atingiu a esfera do poder público, executando sete medidas de afastamento de função pública. As diligências ocorreram de forma simultânea nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, além do Distrito Federal.
A magnitude das suspeitas de evasão de recursos ao exterior levou as autoridades a expandirem a operação para o âmbito internacional. O STF determinou a inclusão do nome de um dos investigados na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL, o que possibilita sua prisão em qualquer país que faça parte da rede internacional de polícia.
Conexão com o crime organizado no RJ
A Operação Sem Refino não é um caso isolado. Segundo a Polícia Federal, a investigação é parte integrante das apurações conduzidas no âmbito da ADPF 635/RJ (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental). O inquérito busca desvendar as complexas conexões financeiras entre organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro e agentes públicos, cortando o fluxo de capital que financia a atuação dessas redes ilícitas.
Balanço: Operação Sem Refino
Qual é o alvo e o motivo da investigação?
Um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de fraudes fiscais, dissimulação de bens, ocultação patrimonial e evasão de divisas ao exterior, com inconsistências na operação de uma refinaria.
Qual foi o impacto financeiro determinado pelo STF?
A Justiça ordenou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Quantos mandados foram cumpridos e onde?
Foram 17 mandados de busca e apreensão e 7 afastamentos de função pública cumpridos no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Distrito Federal (DF).
Qual é a relação da operação com a INTERPOL e a ADPF 635/RJ?
Um investigado foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A ação apura ligações entre organizações criminosas e agentes públicos no RJ no âmbito da ADPF 635/RJ.
*Com informações de PF