[Foto: Imagem Ilustrativa / Google AI]
- Lançamento inédito: O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (12/05) a nova Caderneta Brasileira da Gestante, agora disponível também em versão digital pelo aplicativo Meu SUS Digital, com 3,2 milhões de exemplares físicos distribuídos no país.
- Cuidado integral e humanizado: Além de orientar sobre o pré-natal, o documento passou por uma atualização ampla para incluir temas de cidadania, como saúde mental, luto materno, equidade e o enfrentamento à violência obstétrica e ao racismo.
- Doação de leite humano: O evento também marcou o lançamento da campanha “Solidariedade que nutre, vida que cresce”, visando ampliar o número de doadoras voluntárias para beneficiar bebês prematuros e de baixo peso.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (12/05), na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro, a nova Caderneta Brasileira da Gestante. O documento para o acompanhamento do pré-natal, parto e pós-parto agora conta com uma versão digital integrada ao aplicativo Meu SUS Digital, colocando a rede assistencial na palma da mão das usuárias.
Além do modelo digital, que permite a navegação por capítulos e buscas rápidas, o Ministério da Saúde informou que irá distribuir 3,2 milhões de exemplares físicos em todo o território nacional.. O foco principal da iniciativa, que está alinhada aos princípios da Rede Alyne, é a redução da mortalidade materna e a diminuição das desigualdades históricas no atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Muito além do pré-natal: saúde mental, equidade e combate à violência
Mais do que uma simples atualização editorial, a nova caderneta busca incorporar evidências científicas recentes e amplia radicalmente a abordagem do cuidado. A nova edição dedica seções inteiras à saúde mental, luto materno e parental, direitos das gestantes e enfrentamento de violências de gênero e obstétrica.
Durante o evento, o ministro Alexandre Padilha destacou a evolução do documento: “Tradicionalmente, as nossas cadernetas da gestante eram as cadernetas do pré-natal, porque as orientações, os registros, as informações eram quase exclusivamente daquilo que se faz no pré-natal, o que é muito importante, pois a gente sabe que uma boa gestação começa ali, no pré-natal que é realizado na Atenção Primária”
A nova estrutura também atua de forma ativa no combate ao racismo institucional, além de reconhecer as pluralidades culturais do Brasil. O documento traz informações adaptadas para as realidades das populações do campo, da floresta e das águas, garantindo que o cuidado seja adequado às diferentes formas de vivenciar a maternidade no país.
Novos campos de registro foram adicionados para empoderar a pessoa que gesta, permitindo anotar informações sobre métodos de alívio da dor, posições para o nascimento, procedimentos que devem ser evitados e expectativas para casos de cesariana. “A expectativa é a gente qualificar esse momento tão especial para as famílias brasileiras que é o momento do parto”, indicou Padilha.
Campanha incentiva doação de leite humano
Aproveitando o foco na saúde materno-infantil, o Ministério da Saúde também lançou a campanha nacional de doação de leite humano, sob o tema “Solidariedade que nutre, vida que cresce”. A meta é sensibilizar a sociedade e aumentar o volume de leite coletado para bebês prematuros e de baixo peso internados em unidades neonatais pelo país.
Dados do Sistema de Informação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) revelam o impacto da rede: entre 2020 e 2025, 3,6 milhões de mulheres doaram leite, o que atendeu 46,8 milhões de mulheres e beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos. Foram mais de 4,2 milhões de litros coletados em 239 Bancos de Leite Humano. Atualmente, a cada 12 mulheres acompanhadas por essas unidades, uma se torna doadora.
*Com informações de Ministério da Saúde