Produção industrial | Foto: Imagem Ilustrativa / Google AI
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O setor industrial brasileiro apresentou sinais de recuperação em fevereiro de 2026, registrando um crescimento de 0,9% em comparação ao mês anterior. Segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o avanço foi disseminado geograficamente, atingindo onze dos quinze locais pesquisados. Este movimento foi crucial para que a “média móvel trimestral interrompesse a trajetória descendente iniciada em outubro de 2025”, fixando-se em 0,3% no trimestre encerrado em fevereiro.
O desempenho positivo foi capitaneado pelo Espírito Santo, que saltou expressivos 11,6%, e pelo Rio Grande do Sul, com alta de 6,7%. Em ambos os casos, os resultados foram fundamentais para reverter um ciclo negativo, uma vez que os estados vinham de um “período em que acumularam perdas de 11,3% e 6,8%, respectivamente”.
Destaques regionais e contrastes
Além dos líderes de crescimento, outros estados apresentaram avanços superiores à média nacional, como Bahia (3,2%), Pará (2,7%) e Ceará (2,5%). No entanto, o cenário não foi uniforme. Na análise da média móvel trimestral, o panorama é mais restrito: “somente três dos quinze locais pesquisados apresentaram resultados positivos neste mês: Rio de Janeiro (0,9%), São Paulo (0,9%) e Pará (0,6%)”.
Por outro lado, o Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) registraram os recuos mais acentuados do mês. No caso goiano, a situação acende um alerta por marcar o “quarto mês consecutivo com queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%”.
Comparativo anual e o fator calendário
Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria nacional recuou 0,7%. É importante ressaltar que o desempenho foi influenciado pelo calendário, já que “fevereiro de 2026 (18 dias) teve 2 dias úteis a menos que igual mês do ano anterior (20)”.
Nesta base de comparação, o Rio Grande do Norte sofreu a perda mais drástica do país (-24,5%), “pressionado, em grande parte, pelas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis”. Em contrapartida, Espírito Santo (31,3%) e Pernambuco (25,0%) mantiveram o otimismo com crescimentos de dois dígitos, impulsionados pelas indústrias extrativas e metalurgia.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o setor industrial brasileiro apresenta uma leve retração de 0,2%, evidenciando que, embora fevereiro tenha sido positivo, o ritmo de crescimento anual ainda enfrenta desafios para se consolidar.
*Com informações de IBGE