Giroscópio de carro de polícia | Foto: Ilustrativa / LensGo
[Foto: Ilustrativa / LensGo]
Uma tarde de pânico marcou a Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (20/03). A detonação acidental de um artefato explosivo de fabricação caseira, conhecido como “calíca”, deixou oito pessoas feridas na Travessa Costa Carvalho, em um ponto final de ônibus próximo à Base de Fuzileiros Navais.
De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar, o comando do 17º BPM (Ilha do Governador) foi acionado para verificar a ocorrência na Estrada do Quilombo, no bairro Freguesia, no início da tarde. A corporação confirmou que a bomba estava em uma bolsa deixada no ponto de ônibus e que o local foi imediatamente isolado para a chegada do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil.
O incidente ocorreu por volta das 13h, quando o motorista de um coletivo da Viação Paranapuan abriu a mochila. Ao manusear um dos objetos no interior da bolsa, houve a explosão. Entre os oito atingidos, seis são motoristas de ônibus.
Socorro
De acordo com informações preliminares, o Corpo de Bombeiros do quartel de Parada de Lucas realizou o resgate inicial. As vítimas foram distribuídas entre duas unidades de saúde, e as primeiras atualizações oficiais trazem notícias positivas sobre parte dos feridos.
A direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV) informou que os três pacientes que deram entrada na unidade apresentavam ferimentos sem gravidade. Segundo a nota oficial, “todos foram atendidos na sala de trauma e já receberam alta médica”.
As outras cinco vítimas foram socorridas no CER, na Ilha do Governador, onde “deram entrada na unidade com ferimentos decorrentes da explosão da bomba tiveram alta hospitalar”, informou a SecretariaMuncipal de Saúdedo Rio de Janeiro.
Segundo nota oficial da Polícia Civil, as equipes do do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram acionadas para realizar buscas após a detonação de um artefato na Ilha do Governador, na tarde desta sexta-feira (20/03). Embora novas varreduras não tenham localizado outros explosivos, a perícia identificou fragmentos que apontam, preliminarmente, para a “explosão de um artefato improvisado”.
Todo o material foi recolhido para análise técnica e a investigação do caso ficará sob a responsabilidade da 37ª DP (Ilha do Governador), que busca agora identificar a origem e a autoria do artefato em meio à onda de instabilidade que atinge o Rio.
*Matéria atualizada às 11h30 do dia 21/03/2026 para inclusão de informações.