- Fonte oficial: A agência de notícias estatal Xinhua confirmou que o acidente na mina de carvão de Liushenyu, província de Shanxi, deixou um saldo de 82 mortos e dois desaparecidos.
- Força-tarefa em ação: Imagens aéreas divulgadas pela agência chinesa mostram a intensa mobilização de 755 profissionais, entre socorristas e médicos, que lutam para resgatar as vítimas e tratar os mais de 100 feridos.
- Apoio do Brasil: O governo brasileiro declarou que “recebeu com consternação a notícia” do acidente e emitiu uma nota oficial de condolências e solidariedade às famílias enlutadas e ao governo chinês.
Uma devastadora explosão de gás abalou o norte da China na última sexta-feira (22/05), resultando em uma das maiores tragédias recentes do setor de mineração do país. De acordo com informações detalhadas e fotografias divulgadas neste sábado, 23 de maio de 2026, pela agência de notícias estatal Xinhua, o acidente ocorreu na mina de carvão de Liushenyu, localizada no condado de Qinyuan, província de Shanxi. O departamento de gestão de emergências do condado confirmou o saldo de 82 mortos e duas pessoas que ainda seguem desaparecidas.
Segundo a agência Xinhua, foram enviados 755 profissionais ao local da explosão, formando um contingente robusto que inclui equipes especializadas em resgate de alto risco e pessoal médico. Os trabalhos de salvamento continuam ininterruptamente, enquanto as equipes correm contra o tempo na esperança de localizar os dois trabalhadores desaparecidos nas galerias subterrâneas.
O impacto da explosão deixou dezenas de sobreviventes com necessidades de cuidados intensivos. Os relatórios oficiais apontam que um total de 128 pessoas foram encaminhadas a hospitais do condado de Qinyuan para tratamento. Imagens fotográficas do interior das unidades de saúde mostram a dedicação das equipes médicas prestando atendimento imediato aos feridos. O foco tem sido, sobretudo, a estabilização das vítimas.
Conforme o boletim mais recente, enfermeiras monitoram de perto os trabalhadores feridos que estão recebendo oxigenoterapia para combater os efeitos da inalação de gases tóxicos. O quadro clínico atualizado indica que:
- 2 pacientes encontram-se em estado crítico.
- 2 pacientes estão em estado grave.
- 33 trabalhadores já apresentaram melhora e receberam alta hospitalar.
Consequências legais e responsabilização
Além do foco no salvamento, as autoridades locais já iniciaram os protocolos de responsabilização pela tragédia de Liushenyu. O gabinete do departamento de gestão de emergências comunicou, por meio da agência estatal, que os responsáveis pela empresa que administra a mina de carvão envolvida no acidente foram colocados sob controle, agindo estritamente de acordo com a lei chinesa.
Solidariedade e reação do Governo Brasileiro
A notícia da explosão em Shanxi repercutiu internacionalmente, gerando manifestações de apoio de outras nações. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu um comunicado na manhã deste sábado (23/05) expressando solidariedade diante do desastre.
O texto oficial do Itamaraty declarou:
“O governo brasileiro recebeu com consternação a notícia de explosão em mina de carvão na província de Shanxi, na China, que vitimou dezenas de pessoas. O Brasil manifesta ao povo e ao governo da China sua solidariedade neste momento difícil e suas sinceras condolências às famílias enlutadas.”
| Entenda o Caso | Fatos Oficiais (Fonte: Xinhua) |
|---|---|
| Qual a origem oficial das informações? | Os dados, relatórios e imagens do local foram divulgados pela agência de notícias estatal Xinhua, com base no departamento de gestão de emergências. |
| Onde e como a tragédia ocorreu? | Foi causada por uma explosão de gás ocorrida na sexta-feira, na mina de carvão de Liushenyu, no condado de Qinyuan, província de Shanxi (norte da China). |
| Qual é o número confirmado de vítimas? | A agência estatal confirmou 82 mortos. Há ainda dois trabalhadores que continuam desaparecidos. |
| Qual o estado de saúde dos feridos? | 128 pessoas foram hospitalizadas para tratamentos como oxigenoterapia. Deste total, duas estão em estado crítico, duas em estado grave e 33 já tiveram alta. |
| Como as autoridades estão atuando no resgate? | A província enviou uma força-tarefa massiva de 755 pessoas ao local, integrando equipes táticas de resgate e pessoal médico especializado. |
| Haverá responsabilização pela explosão? | Sim. O departamento de emergências informou que os responsáveis pela empresa envolvida no acidente já foram colocados sob controle, de acordo com a lei. |
| Qual foi o posicionamento do Brasil? | O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota afirmando que “recebeu com consternação a notícia” e manifestou condolências oficiais ao povo chinês. |
Exigência de investigação rigorosa por Xi Jinping
Diante da gravidade da explosão no subsolo da mina de Liushenyu, o presidente chinês, Xi Jinping, emitiu instruções importantes para a gestão da crise. Xi, que também é secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central, exigiu esforços máximos no resgate dos desaparecidos e no tratamento clínico dos feridos. O líder chinês pediu o devido tratamento das consequências da tragédia e ordenou uma investigação completa sobre as causas do acidente, garantindo que a responsabilização ocorra de acordo com o rigor da lei.
Alerta nacional de segurança e prevenção de desastres
O alto número de vítimas em Qinyuan gerou um alerta em nível nacional. Xi Jinping enfatizou que as autoridades de toda a China devem aprender com este acidente, mantendo a vigilância extrema em relação à segurança no local de trabalho. Ele instou as lideranças a intensificarem as ações para identificar e eliminar riscos potenciais, com o objetivo de evitar que novos acidentes graves ocorram no país.
Além do alerta para o setor industrial, o presidente aproveitou a mobilização para destacar a chegada da temporada de cheias na China. Xi Jinping pediu o fortalecimento imediato da preparação para emergências, exigindo medidas robustas de controle de enchentes e de socorro em desastres, a fim de proteger as vidas e os bens da população diante de possíveis eventos climáticos extremos.
Caos no local e recontagem das vítimas: Empresa cometeu “graves violações”
Em uma coletiva de imprensa realizada na noite de sábado, o prefeito da cidade de Changzhi, Chen Xiangyang, atualizou o balanço da tragédia. O número de vítimas fatais permanece em 82, no entanto, a quantidade de desaparecidos foi revisada para dois (inicialmente, eram nove). O total de feridos também sofreu alteração, subindo para 128 trabalhadores hospitalizados, sendo dois em estado crítico e dois graves.
As autoridades explicaram que a imprecisão dos números iniciais se deu pelo caos absoluto nos momentos seguintes à explosão e pela grave falha da mineradora em fornecer uma contagem exata dos trabalhadores que estavam em serviço no subsolo.
Após uma investigação inicial, a empresa responsável foi considerada culpada por “graves violações da lei”. O prefeito confirmou que os responsáveis já foram colocados sob controle do Estado e a produção em todas as minas de carvão da companhia foi paralisada por tempo indeterminado para uma rigorosa revisão de segurança.
“Enquanto houver esperança”: A operação de resgate
O resgate ganhou proporções federais e está sendo supervisionado in loco pelo vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Guoqing. Aos 755 profissionais enviados inicialmente pela província, somaram-se seis equipes nacionais de resgate em minas coordenadas pelo Ministério de Gestão de Emergências, aportando mais 345 especialistas à operação.
Na noite de sábado, as equipes mantinham um revezamento intenso na descida pelo poço de mineração. A missão, porém, é considerada extremamente perigosa. Socorristas relatam a dificuldade de avançar devido a desabamentos e inundações nos túneis. O maior obstáculo é invisível: autoridades confirmaram que a concentração de gases tóxicos e nocivos ultrapassou os limites de segurança por um longo período, representando um altíssimo risco de desastres secundários.
Ainda assim, as equipes não recuam. Em declaração à agência estatal, um dos membros das equipes de busca resumiu o sentimento na base da mina: “Enquanto houver esperança, faremos todos os esforços possíveis”.
Força-tarefa médica e o terror no subsolo relatado pelos sobreviventes
Para suportar o alto número de vítimas, o aparato médico precisou ser massivamente ampliado. A Comissão Nacional de Saúde organizou consultas remotas e despachou especialistas de dois hospitais de Pequim nas áreas de doenças respiratórias, queimaduras e ortopedia. Os 124 feridos leves foram transferidos para hospitais de referência para observação, enquanto os quatro casos críticos e graves recebem protocolos personalizados de tratamento. Equipes de condados vizinhos, como Licheng (a 130 km de distância), foram mobilizadas na madrugada para montar estruturas de pronto-atendimento na entrada da mina. “Se algum sobrevivente for identificado, receberá tratamento imediato, sem demora”, garantiu um médico local.
Entre os trabalhadores que escaparam, o cenário descrito é de pânico generalizado. Sobreviventes relataram uma poeira densa acompanhada de estrondos ensurdecedores, fazendo com que muitos mineiros desmaiassem antes mesmo de tentarem fugir.
O mineiro Li Shibing contou como conseguiu escapar dos gases letais: “A princípio, pensei que fosse uma detonação de rotina”, lembrou. Ele relatou que só percebeu se tratar de uma explosão acidental de gás quando um colega de turno começou a apresentar fortes tonturas. Agindo por reflexo, eles ativaram seus dispositivos portáteis de autossocorro e correram para fora das galerias subterrâneas.
Ações de fiscalização e “lições que devemos aprender”
O Conselho de Estado da China enviou uma equipe própria com a promessa de investigar a explosão de forma completa e inquestionável. Reafirmando as ordens do presidente Xi Jinping para que o país “aprenda com o acidente”, órgãos regionais declararam estado de alerta máximo em suas operações de mineração para evitar novas fatalidades.
A Administração Nacional de Segurança de Minas ordenou a implementação imediata de novos aprimoramentos no treinamento de trabalhadores em nível nacional. Paralelamente, governos regionais tomaram ações drásticas:
- Na Região Autônoma da Mongólia Interior, forças-tarefas especiais já inspecionam minas ativas com alto teor de gás em busca de violações, como drenagem inadequada e falsificação de dados de monitoramento.
- Na província de Yunnan, autoridades exigiram que todas as empresas de carvão mantenham vigilância e realizem monitoramento ininterrupto de suas instalações.
*Com informações de Xinhua