Foto: Richard Souza / AN
[Foto: Richard Souza / AN]
Levantamento da Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que o custo médio da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras no mês de fevereiro. Em outras 13 capitais, incluindo o Distrito Federal, houve redução no valor médio dos alimentos.
De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, a maior alta mensal foi registrada em Natal, com variação de 3,52%. Também apresentaram aumento João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%).
Entre as capitais onde o custo da cesta básica recuou, a maior queda ocorreu em Manaus, com redução de 2,94%. Na sequência aparecem Cuiabá, com queda de 2,10%, e Brasília, onde a variação negativa foi de 1,92%.
No acumulado do ano, o levantamento mostra aumento no custo da cesta básica em 25 capitais brasileiras. As maiores elevações foram registradas no Rio de Janeiro (4,41%), em Aracaju (4,34%) e em Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) apresentaram redução no período.
Entre os produtos que mais influenciaram o aumento do custo da cesta básica está o feijão. O item registrou alta de preço em 26 unidades federativas. A exceção foi Boa Vista, onde o valor do quilo apresentou queda de 2,41%. Em Campo Grande, a variação foi de 22,05%.
Segundo os pesquisadores, a elevação do preço do feijão está relacionada à oferta restrita do produto, causada por dificuldades na colheita e pela redução da área de produção em comparação ao ano anterior.
A carne bovina de primeira também registrou aumento de preços em 20 capitais brasileiras. De acordo com o levantamento, o cenário está ligado à menor disponibilidade de animais prontos para abate e ao bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada.
Em fevereiro, a cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 852,87. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).
Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).
Com base no valor da cesta mais cara do país, registrado em São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94 em fevereiro. O valor corresponde a 4,42 vezes o salário mínimo vigente no período, fixado em R$ 1.621,00.
Levantamento da cesta básica – Fevereiro
| Pesquisa | Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos – Dieese em parceria com a Conab |
| Capitais com aumento | 14 capitais brasileiras registraram alta no custo médio da cesta básica |
| Capitais com queda | 13 capitais, incluindo o Distrito Federal, apresentaram redução no valor médio |
| Maiores altas em fevereiro |
Natal (3,52%) João Pessoa (2,03%) Recife (1,98%) Maceió (1,87%) Aracaju (1,85%) Vitória (1,79%) |
| Maiores quedas em fevereiro |
Manaus (-2,94%) Cuiabá (-2,10%) Brasília (-1,92%) |
| Acumulado do ano | Aumento do custo da cesta básica em 25 capitais brasileiras |
| Maiores altas no ano |
Rio de Janeiro (4,41%) Aracaju (4,34%) Vitória (3,98%) |
| Capitais com queda no ano |
Florianópolis (-0,47%) Brasília (-0,30%) |
| Produto com maior impacto | Feijão registrou alta de preço em 26 unidades federativas |
| Variação do feijão |
Boa Vista: queda de 2,41% Campo Grande: alta de 22,05% |
| Carne bovina | Aumento de preços em 20 capitais brasileiras |
| Cestas básicas mais caras |
São Paulo – R$ 852,87 Rio de Janeiro – R$ 826,98 Florianópolis – R$ 797,53 Cuiabá – R$ 793,77 |
| Cestas básicas mais baratas |
Aracaju – R$ 562,88 Porto Velho – R$ 601,69 Maceió – R$ 603,92 Recife – R$ 611,98 |
| Salário mínimo necessário (estimativa) | R$ 7.164,94 |
| Salário mínimo vigente | R$ 1.621,00 |
| Proporção | 4,42 vezes o salário mínimo |
*Com informações de Dieese