O engenheiro e advogado Mário Oliveira Filho anunciou a pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. Com trajetória ligada a projetos industriais e de infraestrutura no Brasil e no exterior, o executivo apresentou a decisão após décadas de atuação no setor empresarial e de engenharia.
Filho de pai ferroviário e mãe enfermeira, Mário Oliveira Filho estudou em escola pública e iniciou a formação técnica no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Posteriormente, graduou-se em engenharia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Também realizou pós-graduação em finanças e administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Fundação Dom Cabral.
Ao longo da carreira, atuou na estruturação de financiamentos internacionais e na implantação de projetos industriais e de infraestrutura em diferentes setores da economia, como energia, petróleo, portos, saneamento e siderurgia.
Entre as empresas e projetos citados em sua trajetória estão iniciativas relacionadas a companhias como BP, Bechtel, Mannesmann, Stihl, Enron, Ecopetrol, Total e PDVSA. No Brasil, também trabalhou na Petrobras e em projetos ligados ao Metrô de São Paulo.
Mário Oliveira Filho foi CEO de empresas brasileiras e também da multinacional francesa Degremont, integrante do grupo SUEZ. Segundo informações divulgadas por sua equipe, ele liderou um processo de recuperação da companhia após anos de prejuízos operacionais.
Entre as iniciativas citadas em sua trajetória está a participação na implantação da primeira parceria público-privada de saneamento do país, em Rio Claro (SP), projeto financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Além da atuação empresarial, Mário Oliveira Filho também publicou, em 2006, o livro “Brasil: O Entulho Oculto dos Privilégios Oligárquicos”, no qual analisa entraves institucionais ao desenvolvimento econômico do país.
Ao explicar a decisão de disputar a Presidência da República, o engenheiro afirmou que pretende aplicar ao país a experiência acumulada ao longo da carreira.
“Passei décadas trabalhando na implantação de projetos industriais e de infraestrutura no Brasil e no exterior. Aprendi que desenvolvimento não acontece apenas por boas ideias, mas pela capacidade de transformar decisões em obras, investimentos e oportunidades reais para a população”, afirmou.