Bandeira Americana | Foto: Richard Souza / AN
[Foto: Richard Souza / AN]
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, informou na noite desta segunda-feira (26) que parte dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) começará a deixar a cidade a partir desta terça-feira (27), após uma conversa com o presidente Donald Trump. O anúncio foi feito por meio de publicações em redes sociais oficiais do prefeito.
Segundo Frey, durante o diálogo com o presidente, ele destacou a importância da comunidade imigrante para a cidade e defendeu o encerramento da chamada operação “Metro Surge”, conduzida pelo ICE em Minneapolis. De acordo com o prefeito, Trump concordou que a situação atual “não pode continuar” e sinalizou a retirada gradual dos agentes federais.
“Conversei com o presidente Trump nesta tarde e mostrei como Minneapolis se beneficia da presença da comunidade de imigrantes. Deixei claro que meu maior pedido é que a operação Metro Surge precisa acabar”, escreveu Frey. Ainda conforme a publicação, parte dos agentes federais começará a deixar a cidade já nesta terça-feira, enquanto o prefeito afirmou que continuará pressionando pela saída total da operação.
Em sua declaração, Jacob Frey ressaltou que a prefeitura seguirá cooperando com o governo federal e estadual em investigações de crimes, mas estabeleceu limites para essa atuação. Segundo ele, a cidade não participará de prisões consideradas inconstitucionais nem de ações voltadas à aplicação direta da lei federal de imigração. “Criminosos violentos devem ser responsabilizados pelos crimes que cometeram, não com base em sua origem”, afirmou.
O governador de Minnesota, Tim Walz, também manteve conversa com o presidente Trump nesta segunda-feira (26). De acordo com informações divulgadas, ambos concordaram em reavaliar a atuação do ICE no estado, diante das críticas às recentes operações.
A presença do ICE em Minneapolis vinha sendo questionada após episódios recentes envolvendo mortes de cidadãos norte-americanos durante abordagens da corporação. No último sábado (24), Alex Pretti, de 37 anos, enfermeiro que trabalhava em um hospital de veteranos de guerra, morreu após ser imobilizado por agentes federais e atingido por disparos de arma de fogo, segundo relatos divulgados. Duas semanas antes, Renee Good, também cidadã dos Estados Unidos, foi morta a tiros por um agente do ICE dentro de seu carro.