Sede da PF no RJ | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Richard Souza / GE]
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04/03), a terceira fase da Operação Compliance Zero e prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.
Segundo a PF, são investigadas “possível prática dos crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”. O esquema envolveria a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Mandados e bloqueio de bens
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
O STF também determinou o afastamento de cargos públicos de alguns investigados e o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões. De acordo com a PF, a medida busca interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil.
Operação e depoimento no Senado
O nome da operação faz referência à ausência de controles internos nas instituições investigadas para evitar crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. À época, a PF apontou risco de fuga.
O banqueiro era aguardado nesta quarta-feira (04) para depor na CPI do Crime Organizado, em Brasília. O ministro André Mendonça decidiu na terça-feira (03) que a ida dele à comissão seria facultativa. Vorcaro já havia informado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
*Com informações de PF