Giroscópio de carro de polícia | Foto: Ilustrativa / LensGo
[Foto: Ilustrativa / LensGo]
O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Pires, foi alvo de um atentado na noite desta segunda-feira (16/03), enquanto trafegava pela rodovia RJ-106, na altura de São Gonçalo. Pires foi perseguido por cerca de dois quilômetros por homens armados com fuzis e, na tentativa de escapar, perdeu o controle do seu veículo blindado e colidiu contra uma bomba de combustível em um posto de gasolina. O prefeito Eduardo Paes afirmou que o ataque é uma retaliação direta ao trabalho do secretário no combate à “máfia dos postos de gasolina”.
Perseguição e manobra de escape
O incidente ocorreu por volta das 21h, no sentido Maricá. De acordo com o relato oficial, um veículo emparelhou com o carro do secretário durante o trajeto. Segundo informações preliminares, os criminosos abriram as portas e apontaram dois fuzis na direção do secretário, iniciando uma perseguição que se estendeu por cerca de 2 quilômetros. Ele estava em um carro blindado e conseguiu acelerar para tentar escapar”, detalha a nota da secretaria.
Para despistar os agressores, João Pires tentou entrar rapidamente em um posto de combustíveis ao avistar uma viatura da Polícia Militar do outro lado da rodovia. Durante a manobra, o secretário perdeu o controle do automóvel, atingindo outros dois veículos e uma bomba de abastecimento. “Apesar da extrema violência da ação e da gravidade do ocorrido, o secretário não ficou ferido”, confirmou o comunicado oficial.
Paes: “Estado sem lei e sem autoridade”
O prefeito Eduardo Paes (PSD) reagiu com indignação nas redes sociais, classificando o cenário fluminense como um “ESTADO SEM LEI E SEM AUTORIDADE! VERGONHA!”. Paes destacou que João Pires vem realizando um trabalho “excepcional” contra organizações criminosas e mandou um recado direto aos envolvidos: “A má notícia para os marginais desse estado é que esse trabalho não vai parar e João estará mais protegido do que nunca”.
O deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ) corroborou a tese de atentado político, associando o caso à corrupção que atravessa setores da economia e informou que já solicitou audiências com o Ministério da Justiça e com a Polícia Federal para cobrar providências.
“Depois desse atentado gravíssimo, o mínimo que se exige é um posicionamento claro do Governador e resposta firme das nossas instituições policiais estaduais — que, aliás, ontem, rápida e bravamente prestaram socorro ao João”, disso o parlamentar.
Relato do secretário: “Logo menos o susto passa”
Já em segurança, o secretário João Pires utilizou suas redes sociais para tranquilizar amigos e familiares. Em uma postagem ele confirmou o registro da ocorrência e agradeceu o apoio recebido:
“Pessoal, acabei de chegar em casa. Está tudo bem comigo. Já estou em segurança, já fui à delegacia e já registrei o ocorrido. Graças a Deus absolutamente nada aconteceu comigo, não tenho um arranhão. Tive o rápido suporte da minha família e das forças policiais. Ainda estou tentando entender tudo que aconteceu. O mais importante é que estou bem e com a minha família, a coisa mais importante dessa vida. Obrigado pelas mensagens de preocupação. Logo menos o susto passa.”
O caso foi registrado na 75ª DP (Rio do Ouro), onde a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o crime. Segundo a corporação, quatro homens armados participaram da ação. “Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar os criminosos”, informou em nota. O suporte inicial, no entanto, foi dado pelo Comando de Policiamento em Rodovias (CPRv); acionada logo após o ataque, a Polícia Militar localizou o secretário e o conduziu a um local seguro antes do registro formal da ocorrência.
Fatos sobre o caso João Pires
Quem é João Pires?
Ele é o Secretário Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Como ele escapou dos fuzis?
O secretário utilizava um carro com blindagem, o que permitiu que ele acelerasse e fugisse da perseguição criminosa que durou 2 quilômetros.
Qual o motivo do ataque segundo a Prefeitura?
A gestão Eduardo Paes aponta retaliação da “máfia dos postos”, setor que vem sendo rigorosamente fiscalizado pela secretaria de Pires.
Onde o crime está sendo investigado?
Na 75ª DP (Rio do Ouro), sob a classificação inicial de tentativa de roubo de veículo.