O Ministério Público Federal (MPF) divulgou ter instaurado um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura e tratamentos desumanos ou degradantes no programa Big Brother Brasil 26. A decisão foi assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, e divulgada em 5 de março de 2026.
Segundo divulgado, o procedimento foi motivado por representações que apontam riscos à integridade física e psicológica dos participantes. Entre os relatos analisados estão episódios convulsivos atribuídos ao participante Henri Castelli durante uma prova de resistência.
De acordo com a denúncia, as condições impostas em determinadas dinâmicas poderiam expor os participantes a riscos à saúde. O documento também menciona situações recentes envolvendo outros participantes, como o confinamento em áreas externas da casa, apontado como potencialmente prejudicial.
Um dos focos da investigação é a dinâmica conhecida como “Quarto Branco”. A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos encaminhou uma carta ao MPF manifestando preocupação com o formato da atividade. No documento, a comissão relata que uma participante teria desmaiado após permanecer mais de 100 horas em reclusão.
Segundo publicado no website do MPF, a TV Globo informou, em manifestação prévia, que o programa conta com acompanhamento médico permanente, incluindo suporte com UTI móvel e protocolos de encaminhamento hospitalar. Sobre o caso envolvendo Henri Castelli, a emissora declarou que o participante recebeu atendimento e foi encaminhado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.
Como medida inicial, o MPF solicitou que a emissora apresente informações detalhadas sobre os pontos levantados pela Comissão de Mortos e Desaparecidos.
Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio de Janeiro.