O Diário Oficial, desta segunda-feira (23/03), oficializou a nomeação do deputado estadual Jair Bittencourt (PL) como o novo secretário de Estado de Governo do Rio de Janeiro. A escolha foi anunciada pelo governador Cláudio Castro (PL) no último domingo (22/03), durante a filiação da deputada federal Dani Cunha ao Partido Liberal. Com a nomeação, o suplente Renan Jordy (PL) permanecerá na ALERJ, mesmo com o retorno do titular Anderson Moraes (PL)
A nomeação coloca Bittencourt em uma posição central na articulação política entre o Palácio Guanabara, a Assembleia Legislativa (ALERJ) e as prefeituras fluminenses.
No domingo, após receber o convite, Jair Bittencourt destacou que sua gestão terá como prioridade o desenvolvimento do interior e o fortalecimento da união em torno de projetos municipais. O deputado classificou a nova missão como um “gesto de confiança” do governador.
“Assumo esse desafio com o coração grato, os pés no chão e a certeza de que política se faz com coragem, responsabilidade, transparência e união. Vamos trabalhar ainda mais pelo Rio de Janeiro, fortalecendo os municípios e cuidando de quem mais precisa”, afirmou Bittencourt.
O novo secretário reforçou que sua atuação será pautada pelo diálogo e pelo compromisso com a entrega de resultados, especialmente para as populações mais vulneráveis do estado. “É tempo de união pelo Rio de Janeiro, de trabalhar juntos para avançar e entregar resultados para quem mais precisa”, disse.
Quem é Jair Bittencourt
Natural de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, Jair de Siqueira Bittencourt Júnior assume a Secretaria de Estado de Governo em março de 2026 com a missão de coordenar as ações institucionais do Poder Executivo. Advogado e produtor rural, Bittencourt é uma liderança consolidada no cenário fluminense, com uma trajetória política marcada pela defesa do municipalismo e do desenvolvimento regional.
Sua base política foi fortalecida no interior do estado, onde serviu como prefeito de Itaperuna entre 2005 e 2008. No Executivo Estadual, Jair Bittencourt acumulou vasta experiência em pastas estratégicas, tendo comandado a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento em dois períodos (2017-2018 e no início de 2023).
Em fevereiro de 2025, tornou-se o primeiro titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (SEDIPAF), pasta criada especificamente para dar suporte técnico e fomento aos pequenos produtores e ao setor pesqueiro do estado.
Ao assumir a Secretaria de Governo, Bittencourt passa a ocupar uma das cadeiras mais influentes do Palácio Guanabara. Além da articulação política com os demais poderes da federação (Legislativo e Judiciário) e com as prefeituras, ele agora gerencia programas de grande impacto social e capilaridade, como:
- Segurança Presente e Operação Lei Seca;
- RJ Para Todos e Me Leva RJ.
A pasta é o centro nevrálgico do governo, responsável por iniciativas que promovem diretamente a cidadania, a mobilidade e a segurança em todo o território fluminense.
Ficha Técnica: Jair Bittencourt
| Nome Completo | Jair de Siqueira Bittencourt Júnior |
| Origem | Itaperuna (RJ) |
| Formação/Atividade | Advogado e Produtor Rural |
| Histórico no Executivo | Ex-prefeito de Itaperuna e ex-Secretário de Agricultura e de Desenvolvimento Regional |
| Novo Cargo | Secretário de Estado de Governo (Março/2026) |
| Principais Programas sob sua Gestão | Segurança Presente, Lei Seca, RJ Para Todos e Me Leva RJ |
Reorganização do primeiro escalão
A chegada de Jair Bittencourt à Secretaria de Governo faz parte de uma ampla reforma administrativa promovida por Cláudio Castro. Recentemente, o governo enfrentou a saída de diversos secretários que retomaram seus mandatos na ALERJ para cumprir prazos eleitorais.
Reforma Administrativa: Quem entra e quem sai
A nomeação do coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra como o novo secretário de Estado de Polícia Militar (PM), ocorreu na sexta-feira (20/03) . Ele assume o posto em substituição ao coronel Marcelo de Menezes, que deixou o cargo para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral para os pleitos deste ano.
Aos 57 anos, o Coronel Sylvio Ricardo Ciuffo Guerra possui mais de três décadas de serviço ativo, Guerra ingressou na Polícia Militar há 34 anos, construindo uma trajetória que equilibra a experiência de comando operacional “na ponta” com a gestão tecnológica de alto nível.
Antes de chegar ao primeiro escalão do governo Cláudio Castro, o Coronel Guerra consolidou sua liderança à frente de unidades territoriais de grande relevância.
Cenário de transição: Renúncia e sucessão
No mesmo dia em que oficializou a chegada de Jair Bittencourt ao primeiro escalão, Cláudio Castro (PL) renunciou formalmente ao cargo de governador do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (23/03). A decisão foi selada em uma cerimônia de despedida no Palácio Guanabara, ocorrendo estrategicamente um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previsto para esta terça-feira (24). A Corte analisa denúncias de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com um placar parcial de 2 a 0 pela cassação de seu mandato.
Durante o evento, Castro adotou um tom de celebração e justificou a saída como um passo para novos projetos políticos, com foco no Senado. “Comecei como vereador de primeiro mandato, me tornei vice-governador, fiz a maior concessão da história do país e iniciei um processo de recuperação do Rio de Janeiro. Hoje, temos um estado com a segurança pública estruturada e preparada para enfrentar desafios”, afirmou o agora ex-governador, destacando a aquisição de 15.400 câmeras corporais, a compra de mil viaturas e a implementação do Sistema 190 Integrado com 32 mil câmeras de monitoramento.
Interinidade e eleição indireta
Com a renúncia, o Rio de Janeiro entra em um cenário de dupla vacância, uma vez que o cargo de vice-governador já estava vago. Seguindo o rito sucessório, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) assume o governo de forma imediata e interina. O magistrado tem agora o prazo de 48 horas para convocar a Assembleia Legislativa (ALERJ), onde os 70 deputados estaduais realizarão uma eleição indireta para definir quem ocupará o “mandato-tampão” até dezembro de 2026.