[Foto: Moskow – Operação Lei Seca RJ]
Criada em 2009, a Operação Lei Seca no Rio de Janeiro completa 17 anos de atividade, acumulando um histórico de fiscalização que já alcançou a marca de quase 5 milhões de motoristas abordados, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O volume de fiscalização em solo fluminense é comparável a mais de 60 estádios do Maracanã lotados, refletindo uma presença constante de Norte a Sul do estado.
Ao longo de quase duas décadas, as equipes realizaram mais de 42,6 mil operações de rua. Nesse período, a aplicação de testes de etilômetros (bafômetros) ultrapassou a marca de 4,5 milhões de procedimentos, servindo como base para a retirada de circulação de condutores que apresentavam risco à segurança viária.
Evolução estatística: 2008 vs. 2025
Os dados coletados pela operação permitem traçar um comparativo entre o cenário anterior à implementação da política pública e o estágio atual. No intervalo entre 2008 e 2025, o estado registrou uma redução superior a 21% na taxa de mortes no trânsito.
O impacto na integridade física dos usuários das vias foi ainda mais acentuado: a taxa de pessoas feridas em acidentes recuou 38,6%. Durante os 17 anos de atuação, foram registradas mais de 360 mil ocorrências envolvendo o consumo de álcool ao volante, o que contribuiu para uma redução estimada de pelo menos 40% nos números gerais de acidentes e vítimas.
Operação permanente e modernização tecnológica
De acordo com o governo estadual, a estrutura de atuação da Lei Seca mantém uma média de 2.529 operações por ano. Esse cronograma garante que cerca de 287 mil motoristas sejam interceptados anualmente pelas blitzes, tanto na capital quanto nos municípios do interior.
Nos últimos anos, especialmente entre 2021 e 2025, o programa recebeu um incremento de investimento que viabilizou:
- A criação de um núcleo de monitoramento por drones;
- A renovação de etilômetros e rádios transmissores;
- A aquisição de vans adaptadas para educação, motocicletas e sinalização.
De acordo com o Governo do Estado, as blitzes integraram-se à rotina das cidades fluminenses, reforçando a mensagem de que dirigir após o consumo de álcool possui consequências legais pesadas. A estratégia de atuação, incluindo o modo de operar nas vias, é hoje replicada por mais da metade das unidades federativas do Brasil.
*Com informações de Governo do Estado do Rio de Janeiro