Fachada da seda da Petrobras | Foto: Richard Souza / AN
[Foto: Arquivo / Richard Souza / AN]
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou o fim da greve da categoria, iniciada em 15 de dezembro de 2025. Em nota oficial, o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, avaliou que o movimento fortaleceu a capacidade de mobilização e negociação dos petroleiros junto à gestão da Petrobras e ao governo federal.
De acordo com Bacelar, a principal conquista da greve foi a abertura de diálogo com a atual gestão da Petrobras, presidida por Magda Chambriard. Segundo ele, a mobilização possibilitou avanços nos três eixos centrais da campanha reivindicatória da categoria: a discussão sobre os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs), o Acordo Coletivo de Trabalho e a pauta denominada pela entidade como “Brasil Soberano”.
Na nota, o coordenador-geral da FUP afirmou que, apesar dos avanços obtidos, nem todas as reivindicações foram atendidas. Ele destacou que o encerramento da greve marca um momento de reorganização da categoria para enfrentar novas rodadas de negociação previstas para 2026, incluindo temas como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a implantação de um novo plano de cargos e salários e o debate sobre os PEDs no Tribunal de Contas da União (TCU).
Os Planos de Equacionamento de Déficit, citados pela entidade, são mecanismos utilizados para equilibrar o déficit atuarial do plano de previdência dos petroleiros. Esses planos preveem a cobrança de contribuições extraordinárias dos participantes, com valores elevados, que, segundo a FUP, impactam financeiramente a categoria.
A greve foi encerrada após a avaliação da entidade sobre os resultados alcançados e a perspectiva de continuidade das negociações nos próximos meses.