Maças e Fita | 41st FIG Rhythmic Gymnastics World Championships | Photo: Richard Souza/GE
[Photo: Richard Souza/GE]
O último dia da etapa de Tashkent da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, no Uzbequistão, reservou as emoções mais fortes para a delegação brasileira, neste domingo (12/04). Em uma jornada marcada por superação e técnica, o Brasil garantiu a medalha de prata com a Seleção de Conjunto e um bronze histórico no individual com Geovanna Santos da Silva, consolidando o país na elite internacional da modalidade.
Conjunto: A reação que valeu a prata
A Seleção Brasileira de Conjunto deu um salto de performance neste domingo. Com uma apresentação significativamente superior às anteriores, o grupo, formado por Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Nicole Pírcio e Sofia Madeira (com Mariana Vitória Gonçalves na reserva), cravou a nota 28,100 na série mista (três arcos e dois pares de maças).
O desempenho rendeu a medalha de prata, ficando atrás apenas da China (28,950) e superando a equipe de atletas russas (27,400). Segundo a treinadora Camila Ferezin, a mudança de postura aconteceu nos bastidores: “Quando saímos da série de bolas e foi feita a troca de collants, a equipe se modificou. Voltou diferente, ainda mais focada e determinada”, revelou. Ela destacou que a equipe entrou com uma postura firme para aproveitar a última oportunidade de mostrar o trabalho construído.
Geovanna Santos: O “Divisor de Águas” na fita
No individual, Geovanna Santos, a “Jojô”, fez história ao conquistar sua primeira medalha em etapas da Copa do Mundo. Com a nota 27,600, a capixaba garantiu o bronze na fita, sendo superada apenas pela atual campeã olímpica Darja Varfolomeev (29,650) e pela norte-americana Rin Keys (27,800).
Sua treinadora, Gizela das Mercês Batista (Gigi), celebrou a conquista como a confirmação da atleta entre as melhores do mundo. “Conquistar a primeira medalha em uma etapa de Copa do Mundo é o divisor de águas que sempre buscamos”, afirmou Gigi, ressaltando que o pódio é a recompensa por um trabalho intenso iniciado logo após o Carnaval. Sobre as características de Geovanna, a treinadora pontuou: “Essa atleta é pura representatividade na quadra: uma ginasta negra, potente e extremamente veloz.”
Desempenho geral e Bárbara Domingos
Bárbara Domingos também esteve em ação nas finais deste domingo, encerrando sua participação com a oitava colocação nas maças (25,650) e na bola (23,150). No individual geral, Bárbara terminou na 14ª posição.
O conjunto brasileiro também disputou a final da série simples (cinco bolas) neste domingo, terminando em oitavo lugar com a nota 21,400. A China ficou com o ouro nesta prova. Para a comissão técnica, os resultados em Tashkent trazem clareza para os ajustes necessários no início deste ciclo olímpico, focando no objetivo final de chegar a 2028 na melhor forma possível.
Resultados: Brasil na Copa do Mundo de Tashkent
| Categoria | Atleta/Grupo | Prova/Série | Nota | Resultado |
|---|---|---|---|---|
| Conjunto | Seleção Brasileira | Série Mista (Misto) | 28,100 | Medalha de Prata |
| Individual | Geovanna Santos | Fita | 27,600 | Medalha de Bronze |
| Individual | Bárbara Domingos | Maças | 25,650 | 8ª Colocada |
| Individual | Bárbara Domingos | Bola | 23,150 | 8ª Colocada |
| Conjunto | Seleção Brasileira | 5 Bolas | 21,400 | 8ª Colocada |
| Individual Geral | Geovanna Santos | Geral | — | Elite Top 10 |
*Com informações de CBG