[Foto: Arquivo / Rodrigo Nunes / MS]
Com o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, no último sábado (28/03), uma nova onda de desinformação começou a circular nas redes sociais. Visando proteger a população e garantir a continuidade da imunização, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reafirma que o imunizante utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) é “seguro, eficaz e rigorosamente testado”.
A agência destaca que a vacinação é “essencial para reduzir internações e mortes, especialmente entre idosos, crianças e gestantes”. Segundo o órgão, o foco deve estar na prevenção, pois “o risco real não está nos componentes do imunizante, mas sim nas complicações da gripe, que podem evoluir para pneumonia e óbito”.
Mitos sobre o mercúrio e o formaldeído
Um dos principais pontos de desinformação diz respeito ao uso do mercúrio (Timerosal). A Anvisa esclarece que o componente “atua como conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que contêm várias doses”. Diferente do que afirmam os boatos, a quantidade é considerada ínfima e estudos comprovam que a formulação “é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins”.
Sobre o formaldeído, a agência classifica como “enganosa” a tentativa de compará-lo com o “formol” usado em concentrações perigosas em salões de beleza. O esclarecimento técnico pontua que “o corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células” e que a substância nas vacinas é usada apenas em doses residuais mínimas para inativar o vírus, sendo “incapaz de causar leucemia ou outros tumores”.
Segurança dos componentes e inativação viral
Outro alvo, apontadi pela Anvisa, de notícias falsas é o Octoxynol-10 (Triton X-100), acusado sem base científica de causar doenças autoimunes ou câncer. A Anvisa explica que essa substância é um detergente usado para garantir que o vírus seja “inativado (morto) e não cause a doença”.
A agência informa ainda, que o componente é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, e a agência reforça que não há “qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves”. O monitoramento da segurança das vacinas é contínuo, garantindo que a população tenha acesso a um produto de alta qualidade técnica e proteção comprovada.
*Com informações de Anvisa