Mosquito Aedes | Imagem: Ilustrativa / Google Gemini
[Imagem: Ilustrativa / Google Gemini]
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um novo alerta epidemiológico nesta sexta-feira (20/03) devido à transmissão sustentada de febre amarela em diversas regiões da América do Sul. O cenário preocupa as autoridades sanitárias pela detecção do vírus em áreas geográficas onde não havia registro de transmissão recente, incluindo o estado de São Paulo, no Brasil, e o departamento de Tolima, na Colômbia.
Apenas nas primeiras sete semanas de 2026, foram documentados 34 casos em humanos com 15 mortes distribuídos em quatro países: Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela. A agência destaca que o vírus está circulando fora dos focos habituais da bacia amazônica, o que eleva o risco de exposição de populações que anteriormente não eram consideradas em zona de risco.
Expansão geográfica e o “fenômeno esperado”
Segundo comunicado divulgado em Washington, a OPAS esclarece que a reativação periódica do ciclo de transmissão silvestre, que envolve mosquitos selvagens e primatas não humanos (como macacos), é um “fenômeno esperado” na região. No entanto, o surgimento de casos em áreas não costumeiras vem sendo notificado desde setembro de 2024.
O grande temor das autoridades é a chamada transmissão urbana. Com o vírus circulando perto de grandes centros, existe a possibilidade de o mosquito Aedes aegypti espalhar a doença diretamente entre pessoas, gerando surtos de rápida disseminação. Em 2025, a taxa de letalidade da doença atingiu 41%, um índice considerado extremamente alto, mantendo o risco para a saúde pública nas Américas em nível elevado.
Vacinação: A única barreira eficaz
A febre amarela não possui tratamento específico, tornando a prevenção a única ferramenta de controle. A organização reforça que a maioria dos casos confirmados entre 2025 e 2026 ocorreu em pessoas não vacinadas.
Os sistemas de saúde dos Estados-membros foram orientados a:
- Fortalecer a vigilância: Monitorar a ocorrência de epizootias (morte de macacos), que servem como sinal precoce da circulação do vírus.
- Intensificar campanhas: A meta é atingir 95% de cobertura vacinal nas populações expostas.
- Estoques estratégicos: Manter reservas de vacinas para respostas rápidas a possíveis surtos.
Para viajantes que pretendem visitar áreas de risco, a recomendação internacional é clara: a vacinação deve ocorrer pelo menos 10 dias antes do deslocamento. Uma única dose é suficiente para garantir proteção por toda a vida.
| Dúvida sobre a Doença | Informação Oficial da Opas |
|---|---|
| Qual a taxa de mortalidade? | Em 2025, o índice de óbito chegou a 41% dos casos confirmados. |
| Quantas doses são necessárias? | Apenas uma única dose garante proteção para a vida inteira. |
| Onde estão os novos riscos? | Áreas fora da bacia amazônica, como o estado de São Paulo (Brasil). |
| Qual o sinal de alerta animal? | A morte de macacos (epizootias) indica que o vírus está circulando na região. |
| Aviso para viajantes? | Devem se vacinar no mínimo 10 dias antes de entrar em áreas de circulação. |
*Com informações de OPAS