Produção industrial | Foto: Imagem Ilustrativa / Google AI
[Foto: Imagem Ilustrativa / Google AI]
- Destaque fluminense: Produção industrial do Rio de Janeiro avança 7,4% em março, superando a média nacional de 4,3%.
- Motor da economia: Estado exerce a principal influência positiva no desempenho da indústria brasileira, impulsionado pelo setor extrativo.
- Cenário em 2026: No acumulado do ano, a indústria fluminense registra expansão de 6,3%, consolidando o fortalecimento da atividade.
A produção industrial do Estado do Rio de Janeiro apresentou um avanço de 7,4% em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado supera a média nacional, que registrou alta de 4,3%. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (13/05), fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No cenário de curto prazo, a indústria fluminense também demonstra fôlego: o crescimento entre fevereiro e março foi de 2,5%. Com esse desempenho, o setor acumula uma expansão de 6,3% no ano, consolidando um cenário de fortalecimento da atividade industrial em território fluminense.
O Rio como influência nacional
De acordo com o IBGE, o Rio de Janeiro foi o estado que exerceu a principal influência positiva no desempenho da indústria brasileira, acumulando um crescimento de 2,9% em dois meses consecutivos. Esse movimento foi impulsionado, majoritariamente, pelo setor extrativo.
Segundo Bernardo Almeida, analista da pesquisa, “no campo positivo, a indústria do Rio de Janeiro se destaca como principal influência, acumulando crescimento de 2,9% em dois meses consecutivos e tendo o setor extrativo como contribuição a esse movimento.”
Panorama nacional e o contraste com São Paulo
Enquanto 11 dos 15 locais pesquisados apresentaram alta na produção entre fevereiro e março, a indústria nacional permaneceu em um estado de virtual estabilidade, com variação de apenas 0,1%. Estados como Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%) e Goiás (3,6%) lideraram o crescimento mensal ao lado do Rio.
Por outro lado, São Paulo, que detém cerca de 33% da concentração industrial do país, registrou recuo de 0,2% no período, influenciado negativamente pelo setor de bebidas. Com o resultado, a indústria paulista encontra-se 0,4% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 22,0% abaixo do seu nível recorde, alcançado em março de 2011.
Efeito calendário e líderes anuais
Na comparação com março de 2025, os maiores saltos na produção ocorreram em Pernambuco (35,0%), Espírito Santo (22,5%) e Mato Grosso do Sul (12,3%). O analista do IBGE ressalta que o chamado “efeito-calendário” contribuiu para essas magnitudes, visto que março de 2026 teve três dias úteis a mais que o mesmo mês do ano anterior.
No acumulado de 2026, Pernambuco lidera o ranking nacional com alta de 29,6%, seguido pelo Espírito Santo com 22,6%. Na contramão, o Rio Grande do Norte registra o recuo mais intenso do ano, com queda de 19,2%, pressionado pela atividade de derivados do petróleo e biocombustíveis.
| 📊 Raio-X: Produção Industrial (Março/2026) | ||
|---|---|---|
| Indicador | Rio de Janeiro | Média Nacional |
| Crescimento Anual (Março 26 vs 25) | + 7,4% | + 4,3% |
| Variação Mensal (Março vs Fevereiro) | + 2,5% | + 0,1% |
| Acumulado no Ano (2026) | + 6,3% | + 1,3% |
| Setor Principal / Influência | Setor Extrativo | Estabilidade Virtual |
*Com informações de IBGE