- O incidente: A explosão de um artefato com pregos e parafusos no pátio do CIEP 388 Lasar Segall feriu 10 alunos; as polícias Civil e Militar isolaram a área.
- As vítimas: Foram atingidos nove adolescentes do sexo masculino (três de 13 anos, três de 14, dois de 16 e um de 17 anos) e uma do sexo feminino (16 anos). Todos já liberados.
- Medidas: Aulas foram suspensas até terça-feira (12) para “alinhamento das ações pedagógicas e administrativas”; SEPE RJ cobra apuração sobre o risco de “vítimas fatais”.
A manhã desta sexta-feira (08) foi marcada por tensão no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 388 Lasar Segall, localizado no bairro Areia Branca, em Belford Roxo. A detonação de um artefato caseiro no pátio da instituição deixou dez estudantes feridos, acendendo um alerta máximo na segurança escolar da Baixada Fluminense.
Em nota, o comando de resgate confirmou o acionamento rápido: “O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) foi acionado, na manhã desta sexta-feira (08), para uma ocorrência de explosão no interior do Ciep 388 Lazar Segall”. Segundo a corporação, “de acordo com as primeiras informações, um material explosivo teria detonado no pátio da unidade escolar após ser manuseado por um aluno”.
Dez adolescentes precisaram de atendimento médico. São nove meninos (com idades de 13, 14, 16 e 17 anos) e uma menina de 16 anos. Segundo relatos colhidos pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe RJ), o artefato era feito de um tubo de PVC contendo pregos, porcas e parafusos, que foram disparados contra os alunos.
Atendimento às vítimas e posição da Prefeitura
Os feridos receberam os primeiros socorros de bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ainda no local, antes de serem transferidos. Em comunicado, o município destacou: “A Prefeitura de Belford Roxo informa que os 10 alunos adolescentes feridos na explosão de bomba caseira no CIEP estadual Lasar Segall, em Areia Branca, foram atendidos e medicados no Hospital Geral de Emergência (Hospital Municipal). Todos tiveram ferimentos leves e já foram liberados”.
A prefeita Mariana Canella esteve pessoalmente na unidade de saúde para prestar apoio. Em suas redes, ela declarou: “Pessoal, sobre o ocorrido em uma escola estadual de Belford Roxo,uma criança lançou um artefato caseiro na unidade. Dez crianças ficaram feridas, sem gravidade. Estou na unidade de saúde dando apoio às famílias e acompanhando o atendimento das crianças.”
Varredura do Esquadrão Antibomba e Investigações
Após o isolamento da área pela Polícia Militar, equipes especializadas entraram em ação para garantir a segurança da escola. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) detalhou as medidas tomadas: “Agentes do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram uma varredura preventiva na unidade escolar e não localizaram outros artefatos. Materiais foram recolhidos e serão submetidos à perícia.”
A polícia também informou os próximos passos: “A investigação está em andamento na 54ª DP (Belford Roxo). Após atendimento médico, os menores foram conduzidos à delegacia, onde uma equipe da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) irá colher os depoimentos. Outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.”
Aulas suspensas e cobrança por segurança
A direção do CIEP e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) afirmaram que “prestam apoio aos alunos, familiares e profissionais da escola”. Devido à gravidade do evento, a secretaria informou que as aulas foram suspensas e apenas “serão retomadas na terça-feira (12/05)”, uma vez que na segunda-feira (11/05) as equipes farão um “alinhamento das ações pedagógicas e administrativas, visando o pleno recebimento dos alunos”.
O episódio gerou forte reação. O Sepe RJ declarou que “lamenta mais um episódio de violência ocorrido no interior de uma unidade de ensino e vai solicitar da SEEDUC e das autoridades de segurança uma apuração rigorosa de todos os fatos que envolveram a entrada de um artefato explosivo com potencial de causar vítimas fatais no interior de uma escola pública, onde estudam centenas de alunos.”