Comércio popular | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Arquivo / Richard Souza / GE]
- Emprego em alta: O Brasil registrou um saldo positivo de 370.339 vagas formais no primeiro bimestre de 2026; desse total, 81,2% (300.728 oportunidades) foram preenchidas por inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
- Impacto no Bolsa Família: Beneficiários do programa social ocuparam 207.900 postos de trabalho, o que corresponde a 56,1% do saldo total de empregos do país entre janeiro e fevereiro.
- Protagonismo feminino e jovem: As mulheres representaram 50,2% das contratações no CadÚnico, enquanto jovens de 18 a 24 anos e pessoas com ensino médio completo lideraram o preenchimento das vagas.
O mercado de trabalho formal no Brasil iniciou o ano de 2026 em expansão, com um saldo positivo de 370.339 empregos gerados entre janeiro e fevereiro. Os dados, extraídos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam um cenário de inclusão socioeconômica: a grande maioria dessas vagas foi destinada à população em situação de vulnerabilidade. De acordo com o cruzamento de informações realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), 300.728 desses postos, o equivalente a 81,2% do total, foram ocupados por pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).
O quadro geral do país no período contabilizou 4.620.228 admissões contra 4.249.889 desligamentos. Dentro desse saldo positivo, o peso dos programas sociais é expressivo. Somente os beneficiários do Bolsa Família conquistaram 207.900 vagas, o que representa 56,1% de todo o saldo nacional e 69,1% dos empregos gerados especificamente para o público do CadÚnico.
Avaliando o desempenho do bimestre, o ministro Wellington Dias destacou a continuidade do crescimento da empregabilidade no país. “A gente vem observando a mesma tendência nos últimos dois anos. O governo do presidente Lula alcançou a menor taxa de desemprego da história e quem ocupa essas vagas de emprego formais geradas é o público do Cadastro Único”, afirmou.
Perfil dos trabalhadores contratados
O levantamento do MDS também traçou o perfil de quem está conseguindo espaço no mercado com carteira assinada. No recorte de gênero dentro do CadÚnico, as mulheres superaram os homens e garantiram 50,2% do saldo líquido de contratações. No índice geral do Caged, o público feminino representou 47,2%.
No quesito raça e cor, a maioria das vagas do CadÚnico (57,9%) foi ocupada por pessoas pardas, totalizando 174,1 mil postos. A escolaridade também foi um fator determinante na busca por oportunidades: 68,3% dessas vagas (206,42 mil) foram preenchidas por trabalhadores que possuem o ensino médio completo. Já na análise por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos lideraram as estatísticas, garantindo 125,77 mil postos (41,8% do saldo do CadÚnico e 50,5% do total geral do Caged).
Setores em alta e concentração regional
A área de serviços foi a principal empregadora para o público do Cadastro Único, absorvendo 156,58 mil trabalhadores, o que representa 52% do saldo deste grupo. Em seguida, destacam-se a indústria (60,26 mil), o setor de construção (38,17 mil), o comércio (27,33 mil) e a agropecuária (18,38 mil).
Geograficamente, a geração de empregos concentrou-se fortemente nas regiões Sul e Sudeste. Apenas cinco estados foram responsáveis por 71,6% do saldo total do Caged no bimestre: São Paulo (111.611 vagas), Rio Grande do Sul (42.301), Santa Catarina (41.528), Paraná (39.518) e Minas Gerais (30.318).
Para o público específico do CadÚnico, esses mesmos cinco estados geraram 58,4% do saldo de empregos, com São Paulo liderando o ranking nacional de forma isolada, respondendo por 26,7% das vagas.
Raio-X do Emprego (Jan-Fev/2026)
*Com informações de MDS