[Foto: Ilustrativa / LensGO]
A pouco mais de dois meses da Copa do Mundo, tecnologia integra sinal de antena à internet e transforma o televisor em plataforma de aplicativos. Brasília, Rio e São Paulo serão as primeiras a receber o sinal em junho.
O Brasil se prepara para um salto tecnológico histórico com a chegada da TV 3.0. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) promoveu nesta semana uma palestra técnica para detalhar as inovações que estrearão em junho nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O lançamento ocorre estrategicamente para coincidir com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, marcando a transição definitiva para um modelo que une radiodifusão e banda larga.
Regulamentada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025, a nova geração da televisão aberta recebeu investimentos de R$ 7,5 milhões. O sistema adota a tecnologia ATSC 3.0, considerada a mais avançada do mundo, permitindo que a TV aberta brasileira lidere a modernização global do setor.
Experiência de cinema e integração com internet
Segundo o pesquisador Marcelo Moreno (UFJF), a plataforma será totalmente orientada por aplicativos. “O acesso às emissoras será por meio deles, integrando de forma suave o sinal de rádio e a banda larga”, explicou Moreno. A marca DTV+ será o portal oficial para o catálogo das emissoras, onde o usuário poderá organizar ícones como em um serviço de streaming.
A qualidade técnica será um dos grandes pilares:
- Imagem: Resolução mínima em 4K, com suporte para até 8K e maior contraste de cores.
- Áudio: Som imersivo, proporcionando uma experiência de “som de cinema”.
- Conectividade: Embora integrada à web para conteúdos sob demanda e jogos, a conexão com a internet não será obrigatória para assistir à programação gratuita ao vivo via sinal aberto.
“Espinha Dorsal” da segurança pública
Uma inovação crucial é o Sistema de Alerta de Emergência. A tecnologia permitirá o envio de avisos geolocalizados de forma imediata diretamente na tela, mesmo que o aparelho esteja em modo de espera. Essa funcionalidade é vista como a “espinha dorsal” da segurança pública, permitindo alertas precisos por bairro sobre inundações ou tempestades.
O diretor do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Júnior, classificou o avanço como um marco social. “É um momento de celebração. A TV 3.0 vai trazer cidadania, alertas de emergência e demais serviços fundamentais”, afirmou. O governo já estuda recursos para distribuir conversores à população de baixa renda em 2027.
Transição gradativa
Embora as grandes capitais iniciem a transmissão neste primeiro semestre de 2026, a expansão total pelo território nacional deve levar até 15 anos. A mudança impactará inclusive o hardware: os novos controles remotos tendem a perder os números, ganhando botões de acesso direto aos aplicativos. Segundo informações do governo federal, emissoras públicas como TV Brasil, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça já possuem posições garantidas na nova plataforma digital.
*As datas poderão sofrer alterações sem aviso prévio
*Com informações de Anatel