[Foto: Divulgação / CBMERJ]
Um incêndio de grandes proporções atingiu as dependências do Velódromo, um dos principais equipamentos esportivos do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) informou que foi acionado durante a madrugada desta quarta-feira (08/04) para conter o avanço do fogo na estrutura localizada na Avenida Embaixador Abelardo Bueno.
Mobilização da Força-Tarefa
. Segundo o CBMERJ, a operação conta, neste momento, com cerca de 60 bombeiros militares provenientes de seis unidades distintas. O apoio logístico é composto por mais de 20 viaturas e grupamentos com equipes especializadas em incêndios estruturais.
Estado da ocorrência e vítimas
As autoridades confirmaram que “não há registro de vítimas” até o fechamento desta edição. As frentes de trabalho permanecem focadas no combate direto às chamas e no monitoramento para o controle total da situação.
No entanto, o trabalho deve se estender ao longo da manhã, visto que a complexidade do local exige cautela dos militares. Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros ressaltou que “ainda não há previsão para o término da ocorrência”, mantendo o estado de alerta na região do Parque Olímpico.
Monitoramento e trânsito
O Centro de Operações Rio (COR-Rio) também atua no suporte à ocorrência através do uso de tecnologia. Um drone do COR acompanha em tempo real o trabalho dos militares, fornecendo imagens estratégicas que auxiliam na coordenação das equipes de solo. Profissionais da Prefeitura do Rio estão no local acompanhando de perto o desdobramento das ações do CBMERJ.
A CET-Rio informou que, até o momento, não há bloqueios nas vias do entorno. O tráfego flui sem interrupções nas pistas principais, mas motoristas devem redobrar a atenção devido à movimentação de equipes de socorro na região.
Situação controlada e preservação da estrutura
O Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do CBMERJ, Coronel Tarciso Salles, informou que o incêndio já está controlado. De acordo com o oficial, embora o fogo estivesse em grandes proporções no momento da chegada das equipes, a estratégia de combate impediu uma destruição maior. “A prioridade foi evitar que o incêndio se alastrasse para outras áreas do complexo, sendo possível preservar o museu e o interior da edificação”, afirmou o Coronel.
As primeiras avaliações indicam que as chamas atingiram apenas a cobertura do Velódromo, não afetando a parte interna de forma severa. “Usamos viaturas aéreas e estabelecemos prontamente as plataformas para atuar de maneira eficaz. Atuamos inclusive na parte interna da estrutura”, explicou Salles. Com o controle do fogo, os militares iniciam agora a fase de rescaldo, que consiste na varredura de focos remanescentes para evitar a reignição.
Investigação e segurança
Apesar da gravidade visual da ocorrência, o comando da corporação reiterou que não houve registro de feridos. Sobre o que teria provocado o incidente, o Coronel Tarciso Salles foi cauteloso: “As causas ainda serão apuradas”, declarou. A perícia técnica deve trabalhar no local assim que o trabalho de rescaldo for totalmente finalizado para determinar a origem do fogo na cobertura da arena olímpica.
O Coração do legado: Rio Museu Olímpico
Mais do que uma arena esportiva, o Velódromo do Parque Olímpico abriga o Rio Museu Olímpico, um espaço cultural inaugurado em agosto de 2025 que preserva a memória viva dos Jogos Rio 2016. Com uma proposta educativa e imersiva, o museu ocupa as dependências da estrutura e funciona como uma plataforma de transformação social, atraindo desde turistas até jovens “miniatletas” interessados nos valores do esporte.
O acervo é composto por mais de mil itens históricos, incluindo medalhas originais, uniformes, registros memoráveis e a icônica tocha olímpica. O museu é dividido em 13 núcleos temáticos que oferecem experiências multissensoriais, permitindo que o público interaja com projeções, games e instalações sensoriais que narram desde a candidatura do Rio até os bastidores invisíveis que fizeram o maior evento da América do Sul acontecer.
Dentro da edificação, os visitantes encontram áreas dedicadas exclusivamente à superação, como o núcleo dos Jogos Paralímpicos, que utiliza relatos inspiradores e desafios interativos acessíveis para promover a inclusão. O espaço também conta com uma área de 130 m² destinada a exposições temporárias, conectando o Rio à Olympic Museums Network do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Normalmente aberto de terça a domingo, o museu é um dos principais ativos do legado olímpico na Barra da Tijuca, unindo esporte, cultura e sustentabilidade.
*Matéria em atualização