Giroscópio de carro de polícia | Foto: Ilustrativa / LensGo
[Foto: Ilustrativa / LensGo]
Em uma ação rápida e coordenada, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), por intermédio da 132ª DP (Arraial do Cabo), efetuou a prisão em flagrante de um casal acusado de torturar uma criança de apenas 1 ano e 2 meses. A captura ocorreu em pleno domingo de Páscoa (05/04), após um trabalho de inteligência que desmentiu o álibi apresentado pelos responsáveis.
A investigação teve início após o alerta emitido pela equipe médica de uma unidade hospitalar da região. Ao dar entrada no hospital, o bebê apresentava um quadro de “múltiplas lesões pelo corpo”, com marcas que, segundo os especialistas, eram incompatíveis com acidentes domésticos e apresentavam “características típicas de agressões físicas”.
A farsa do “ataque animal”
Questionados pelos policiais, a mãe e o padrasto sustentaram a versão de que as feridas haviam sido provocadas por um “ataque por um animal filhote”. No entanto, o setor de inteligência da 132ª DP, com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, iniciou uma série de diligências e oitivas para confrontar os depoimentos.
Segundo a PCERJ, o desfecho do caso veio através da análise técnica e pericial. Os exames comprovaram que o bebê foi vítima de “ação humana violenta”, descartando qualquer possibilidade de ataque animal. Diante da das provas, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante do casal ” pelo crime de tortura”.
Assistência e medidas protetivas
Após ser estabilizada pela equipe médica e receber alta hospitalar, a criança foi entregue ao pai biológico. A transferência seguiu rigorosos protocolos legais de proteção à criança e ao adolescente, visando garantir a integridade física e psicológica da vítima após o trauma.
*Com informações de PCERJ