Urna eletrônica | Foto: Richard Souza / GE
[Foto: Richard Souza / GE]
O cenário político brasileiro passou por uma reconfiguração decisiva no sábado (04/04), data que marcou o encerramento do prazo legal para a desincompatibilização de agentes públicos. A regra exige que ocupantes de cargos no Poder Executivo, como governadores, prefeitos e ministros, renunciem às suas funções caso pretendam disputar o pleito de outubro.
Ao todo, 11 governadores brasileiros deixaram seus postos para buscar novos rumos eleitorais. Entre os movimentos mais expressivos, destacam-se as articulações para o Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD-GO) confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República, enquanto Romeu Zema (Novo-MG) encerrou seu segundo mandato consecutivo sinalizando que deve seguir o mesmo caminho, embora ainda não tenha formalizado a pré-candidatura.
Corrida pelo Senado e a situação de Cláudio Castro
A maioria dos gestores que renunciaram foca agora em uma vaga no Legislativo Federal. Nove ex-governadores pretendem disputar uma cadeira no Senado. A lista inclui:
- Gladson Cameli (PP-AC)
- Wilson Lima (União-AM)
- Ibaneis Rocha (MDB-DF)
- Renato Casagrande (PSB-ES)
- Mauro Mendes (União-MT)
- Helder Barbalho (MDB-PA)
- João Azevêdo (PSB-PB)
- Antonio Denarium (PP-RR)
- Cláudio Castro (PL-RJ)
Um ponto de atenção recai sobre o ex-governador do Rio de Janeiro. Cláudio Castro, embora tenha renunciado para a disputa, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade até 2030.
Reeleição e continuidade
Diferente daqueles que buscam novos cargos, nove governadores permanecem em suas funções para tentar a reeleição. Segundo a legislação eleitoral, políticos do Poder Executivo não precisam se afastar para disputar um segundo mandato consecutivo. Estão nesta lista:
- Clécio Luís (União-AP), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Eduardo Riedel (PP-MS), Raquel Lyra (PSD-PE), Rafael Fonteles (PT-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE).
Além deles, sete governadores que já cumprem o segundo mandato decidiram completar o período administrativo até o fim, sem entrar na disputa de outubro: Paulo Dantas (AL), Carlos Brandão (MA), Ratinho Junior (PR), Fátima Bezerra (RN), Eduardo Leite (RS), Marcos Rocha (RO) e Wanderlei Barbosa (TO).
Calendário eleitoral
As eleições deste ano mobilizam 155 milhões de eleitores. O primeiro turno está agendado para 4 de outubro, definindo Presidente, Governadores e membros do Legislativo. Caso nenhum candidato ao Executivo alcance a maioria absoluta dos votos válidos (excluindo brancos e nulos), o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
Perguntas e Respostas: Eleições e Desincompatibilização
É o prazo legal para que agentes públicos deixem seus cargos para estarem aptos a disputar cargos diferentes nas eleições.
Ninguém. Candidatos ao segundo mandato no Poder Executivo (como governadores e presidente) podem permanecer no cargo durante a campanha.
O ex-governador do RJ renunciou para o Senado, mas deve disputar “sub judice” devido a uma condenação de inelegibilidade pelo TSE até 2030.
O primeiro turno será em 4 de outubro e o segundo turno em 25 de outubro de 2026.