Bola de futebol no gramado | Foto: Ilustrativa / LensGO
[Foto: Ilustrativa / LensGO]
A contagem regressiva para o maior evento do futebol feminino mundial acaba de cruzar um marco importante. Hoje, 2 de abril de 2026, faltam exatamente 448 dias para o pontapé inicial da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027™. O torneio, que será disputado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, marca a primeira vez que a competição desembarca na América do Sul, consolidando o Brasil como o epicentro da modalidade.
Desde a primeira edição, em 1991, na China, o torneio passou por sete países e coroou cinco campeãs: Estados Unidos (4 vezes), Alemanha (2 vezes), Noruega, Japão e Espanha. Para a edição brasileira, a décima da história, a expectativa da FIFA e das lendas do esporte é de que o nível técnico e a energia da torcida brasileira tornem o evento “épico”.
O que dizem as lendas: Sonhos de título e revanche
Para marcar a preparação, a FIFA consultou ícones que ajudaram a construir a história do futebol. A lendária Formiga, recordista de participações em Copas, já visualiza a grande final e manifestou um desejo de reparação histórica. “O desejo que a gente tem é de fazer meio que uma revanche, contra os Estados Unidos ou a própria Alemanha. Queria resgatar um pouco do que foi 2007, quando perdemos o título para a Alemanha”, relembrou a ex-camisa 8.
Cafu, capitão do pentacampeonato masculino, destacou o peso cultural de receber o evento. “Receber a Copa do Mundo Feminina em nosso país tem um significado importantíssimo para fomentar o futebol feminino e fazer com que as meninas sejam reconhecidas mundialmente”. Ele ainda ousou no palpite: “Já imaginou uma final Brasil e Argentina sendo jogada aqui e o Brasil sendo campeão do mundo? Seria fantástico”.
Pelo lado das jogadoras em atividade, Cristiane reforçou que o Brasil não será um anfitrião passivo. “Acho que o Brasil está muito preparado. Trazer isso de novo é importante para o mundo entender que não vai chegar aqui, abrir a nossa geladeira e pegar qualquer coisa, não (risos). Temos essa chance de poder brigar e ganhar um título no nosso país”, afirmou a atacante.
As primeiras classificadas: O mapa do mundial
Enquanto as eliminatórias avançam em outros continentes, quatro seleções já carimbaram o passaporte para o Brasil:
- Brasil: Qualificado automaticamente como país-sede.
- Austrália: As “Matildas” foram as primeiras a garantir vaga fora de casa após vencerem a RPD da Coreia por 2 a 1, com gols de Alanna Kennedy e Sam Kerr.
- RP da China: As “Rosas de Aço” confirmaram sua nona participação em dez edições após derrotarem o Taipei Chinês na prorrogação.
- República da Coreia: Garantiu a vaga com uma goleada impressionante de 6 a 0 sobre o Uzbequistão, demonstrando força coletiva para superar sua melhor campanha histórica (oitavas em 2015).
Distribuição de vagas e repescagem
A FIFA definiu a partilha das 32 vagas diretas e as oportunidades na repescagem internacional (que oferece mais 3 vagas):
- UEFA (Europa): 11 vagas diretas + 1 na repescagem.
- AFC (Ásia): 6 vagas diretas + 2 na repescagem.
- CAF (África): 4 vagas diretas + 2 na repescagem.
- Concacaf (América do Norte/Central): 4 vagas diretas + 2 na repescagem.
- CONMEBOL (América do Sul): 3 vagas diretas (incluindo o Brasil) + 2 na repescagem.
- OFC (Oceania): 1 vaga direta + 1 na repescagem.
Histórico das Aberturas: O que esperar do dia 24 de junho?
A partida de abertura no Brasil será o primeiro dos 64 jogos previstos. Historicamente, as anfitriãs costumam dar espetáculo. Em 1991, a China abriu o torneio vencendo a Noruega por 4 a 0. Em 1999, os EUA bateram a Dinamarca por 3 a 0. Mais recentemente, em 2023, a Nova Zelândia protagonizou um dos momentos mais emocionantes ao vencer a poderosa Noruega por 1 a 0 em Auckland.
*Com informações de FIFA