Pesquisa da UFPR descarta transmissão de coronavírus de cães e gatos para humanos

[Foto: Александр Деревяшкин por Pixabay]

Um estudo multicêntrico, conduzido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), envolvendo Instituições e Universidades em seis capitais do Brasil, confirmou a presença do vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, em dois cães, de Curitiba – PR. No entanto, o estudo preliminar coordenado pelo médico veterinário e professor da UFPR, Alexander Biondo, descarta a possibilidade de cães e gatos de transmitir a doença para seres humanos e de desenvolverem a Covid-19.

De acordo com o veterinário, cães e gatos podem ser infectados pelo vírus, mas não existe até o momento, relato de transmissão dos animais para os humanos. “Após todos esses meses de pandemia, os resultados que temos nos levam a concluir que cães e gatos não participam do ciclo de transmissão do vírus, embora se infectem e possam demonstrar alguns sinais respiratórios ou digestivos, no geral, não se detecta mais o vírus no animal após 3 a 15 dias, dependendo da espécie”, declarou.

Os dois cães que foram diagnosticados com vírus teriam adquirido de seus tutores. Ambos tinham o custume de estar em constante contato com os humanos que estavam infectados.

Alexander Biondo lembrou ainda, que, apesar da agenda de vacinação dos animais contemplar uma vacina contra uma espécie de coronavírus, esse não é o mesmo causador da Covid-19.

“O Sars-CoV-2, originado em Wuhan na China, e depois causador da pandemia é diferente daquele já conhecido que acomete o sistema digestivo dos cães e está contemplado na agenda de vacinação. Esse tipo de coronavírus que possui a vacina animal não é tão infeccioso, mas se associado com outros vírus causadores de problemas entéricos, como o parvovírus, pode levar a sinais clínicos bem graves e até a morte do animal.”

Recentemente, na Europa, a comprovação de que visions estariam infectados com o vírus e transmitindo para humanos, levou alguns países a adotarem medidas como a eutanásia em massa dos animais.

Biondo acredita que a pesquisa é importante para que os profissionais de controle de zoonoses e dos orgãos gestores de saúde entendam que cães e gatos não oferecem riscos de transmissão da doença aos seus tutores.

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